08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lula, a um passo do precipício...

Carlos R. Ticiano
| Tempo de leitura: 3 min

Estamos novamente em ano eleitoral, e mais uma vez vamos eleger presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais. A urna eletrônica nos espera radiante. E a cada voto, como um algoz na hora da execução, exclama: Qual o seu último desejo?

De volta à realidade, vem aquela sensação de que mais uma vez trocamos seis por meia dúzia. No tribunal da consciência, de um lado o "Anjinho do Bem" dizendo: "Meu filho, você não devia ter acreditado naquele candidato que fez promessas que até Deus duvida. Você é daqueles que acreditam na história do Aladim e da lâmpada maravilhosa?". Já o "Anjinho do Mal" contradiz dizendo: "Meu filho, todo candidato tem que prometer alguma coisa e fazer com que o eleitor acredite que o mundo é bom e a felicidade até existe. Você não sabia que de políticos e de pessoas bem intencionadas, o inferno está cheio?".

O ex-presidente Lula, que reinou absoluto por oito longos anos, jogou tanta sujeira para debaixo do tapete que o aspirador de pó não suportou a carga e explodiu. Até hoje, há uma nuvem de poeira radioativa pairando sobre o céu de Brasília. Quanto ao tapete, devo informá-los que teve perda total. Com a chegada da Operação Lava Jato, a coisa desandou de tal forma que tem político até hoje sem direção, igual a um cachorro quando cai do caminhão de mudanças.

Os noticiários trazem diariamente a trágica situação de um ex-presidente condenado no processo do tríplex de Guarujá (ainda há outros a serem julgados) prestes a ser preso, recorrendo de forma desesperada. Com a simples e única intenção de ter o direito de se candidatar novamente, se eleger e voltar ao poder com toda sua corriola a tiracolo.

Sentado no sofá, se pego o controle e ligo a tevê, lá vem aquela voz: "Devolva meu passaporte, companheiro!". No restaurante, se tem lula grelhada no cardápio, lá vem aquela voz: "Não coma lula, companheiro!". Abro a torneira para lavar as mãos, lá vem aquela voz: "Não lave as mãos como Pilatos, companheiro!". Andando pelas ruas, entre cartazes, faixas e megafones, lá vem aquela voz: "É golpe, companheiro!". Saio dirigindo pela cidade, ligo o rádio, lá vem aquela voz: "Siga pela esquerda, companheiro!". Depois de um dia extenuante, deitado na cama, quase dormindo, lá vem aquela voz: "Não durma de touca, companheiro!". Os políticos, como qualquer outra pessoa que tenha bom senso, deveriam saber a hora de encerrar o jogo e pendurar as chuteiras, de vestir o pijama e se aposentar, de pegar o boné e dar no pé. Será que vamos ter que conviver eternamente com estes políticos fantasmas? Com estes políticos que acham que têm licença para voltar a qualquer hora? Com estes políticos que insistem em querer eternizar-se no poder a custa do eleitor ingênuo, que muitas vezes troca o seu voto por uma quentinha?...

A única coisa que eu tenho certeza, neste momento, é que não existe salvador da pátria capaz de refazer em tão pouco tempo o estrago que fizeram por longos e longos anos. O que eu sei é que no juízo final vai haver muito choro e ranger de dentes. Que Santa Ursulina nos proteja!... Por favor, digam Amém!...