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| SP: milhares protestam contra morte de morte de Marielle e Anderson |
Um protesto contra a morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) reúne milhares de pessoas na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, às 19h30 desta quinta-feira (15). A vereadora foi assassinada na noite de quarta-feira (14), e a Polícia Civil suspeita que ela tenha sido alvo de uma execução. Recentemente a vereadora havia denunciado supostos abusos cometidos por PMs em Acari, na zona norte do Rio. Correligionários de Marielle suspeitam que ela tenha sido alvo de policiais, embora antes não tenha relatado ter recebido nenhuma ameaça.
Durante o ato, com discursos de lideranças comunitárias, foram repetidos coros pedindo o fim da Polícia Militar. Ao contrário do que ocorre em quase todas as passeatas, nesta não houve o acompanhamento de nenhum grupo de policiais militares. Os manifestantes saíram da Cinelândia, foram à Assembleia Legislativa (Alerj) e voltaram à Cinelândia, onde chegaram por volta das 19h15.
Até as 19h30 não havia registro de nenhum tumulto. Além da PM, foram alvo dos manifestantes o presidente Michel Temer (MDB), o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). A intervenção federal na segurança do Rio foi constantemente criticada
São Paulo
Milhares de pessoas estão na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, que foi fechada no sentido Consolação por volta das 17h30 em razão da morte da vereadora Marielle. O grupo se concentra em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), desde em torno das 16 horas, para protestar contra os assassinatos. "Marielle, presente!", gritam os manifestantes.
Organizadores estimam que entre 3 e 5 mil pessoas participem do protesto na capital paulista. O ato assumiu um tom de defesa do feminismo e das minorias. Entre os presentes, há muitas placas também contra a violência policial e militantes do PSOL, com bandeiras que representam o feminismo, coletivos feministas, integrantes do sindicato dos professores do Estado, a Apeoesp, entre outros apoiadores. Policiais militares acompanham o ato a distância.
"Este ato é para mostrar que não vamos desistir da luta de Marielle. Não vão calar a nossa voz. A luta da Marielle se faz presente", disse um dos manifestantes, no microfone. Movimentos sociais e grupos ligados ao PSOL promovem nesta quinta-feira uma série de manifestações após morte de Marielle e Anderson.
Bauru
| Malavolta Jr. |
| Ato em frente a Câmara Municipal, a violência contra a mulher |
Assim como em várias partes do País, em Bauru, foi realizado, na tarde dessa quinta-feira (15), um ato em frente à Câmara dos Vereadores, em homenagem à vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), de 38 anos, morta a tiros na última quarta (14)
De acordo com a organização, liderada por jovens e estudantes do Coletivo Juntos Bauru, a mobilização reuniu cerca de 70 pessoas. Cartazes pedindo por justiça e expressando indignação foram colados no portão da Câmara. Também apoiou o movimento o grupo Resiste Mulher. O ataque à parlamentar ocorreu no centro do Rio de Janeiro, quando ela voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", realizado na Lapa. Segundo as primeiras informações da polícia, os criminosos fugiram sem levar nada. Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro, também morreu baleado.