O Estado do Rio de Janeiro é um Estado hoje falido, falido moralmente pelas denúncias de corrupção, notavelmente no governo Cabral e respingando no atual governo Pezão. É um estado falido financeiramente pelo declínio do preço do petróleo. É um Estado falido como modelo de segurança e pela importância do Rio de Janeiro, segunda maior cidade deste país, ex-capital desta nação.
Lembramos que só duas instituições tem armas pesadas, o Exército e o tráfico (crime organizado), os outros não têm acesso a armas pesadas. A presença do Exército tenta acalmar a situação: temporariamente o crime se cala ou se expande para outras áreas.
Só pra lembrar que no Rio de Janeiro, entre dezembro de 1879 e início do verão de 1880, houve a revolta do "Vintém" quando o imposto lançado pelo governo aumentando o preço do bonde fez com que a população se rebelasse de tal forma que o Exército fosse chamado. Foi a primeira vez na capital que o Exército disparou sob a população. D. Pedro ficou horrorizado com isso... A violência da eliminação de Canudos, a violência da revolta da Vacina em 1904, tudo mostra uma tradição de violência no Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro.
Então, nós temos que levar em conta que a violência não é inédita, ela é histórica. E se estão matando policias treinados, imagina um cidadão comum, como eu, que não tem arma, não sabe usar arma (inclusive fico nervoso quando vejo). É muito grave o que ocorre no Rio de Janeiro como lembrou o secretário. Situações como ocorrem em Fortaleza, outros municípios, mesmo Vitória, que tem índices assustadores de assassinatos pela população, têm que ser enfrentadas. Mas o Rio é pouco, vitrine da nação; o que acontece no Rio repercute no mundo inteiro. Deixo claro que não sou a favor a intervenção militar!