A Secretaria Municipal de Saúde aguarda exames do Instituto Adolfo Lutz, na Capital, que devem indicar se quatro macacos encontrados mortos em Bauru entre 22 de fevereiro e 10 março possuíam febre amarela. Os saguis em questão foram achados, já sem vida, no Jardim das Orquídeas, Jardim Colonial e na região do Chácaras Bauruenses. A divulgação do episódio ocorreu após questionamento da reportagem do Jornal da Cidade. A pasta confirmou o encontro dos animais e aguarda os resultados dos exames, que devem ser liberados até o mês de abril.
Em janeiro, outros dois macacos foram encontrados mortos, no Núcleo Octávio Rasi e na Vila Aviação. Os resultados, contudo, deram negativos para febre amarela.
Por meio do seu Departamento de Saúde Coletiva (DSC), a secretaria confirma que a cidade não registrou caso da doença até o momento, nem em macacos nem em humanos. E que, em virtude das caraterísticas dos corpos dos animais achados, desacredita que as mortes tenham relação com a febre amarela.
"Não são animais que apresentavam sintomas claros da doença, como icterícia e hemorragia", observa o diretor do DSC Mário Ramos.
"Todos os macacos encontrados até agora apresentavam características de terem morrido ou por atropelamento, ou por agressão ou por choque elétrico. Mas vamos aguardar", acrescenta Ramos.
ENCONTROS
No Jardim das Orquídeas, na região do Núcleo Geisel, dois dos primatas foram localizados em ruas diferentes, um no dia 22 de fevereiro e outro no dia 28 do mesmo mês. O local exato do encontro não foi informado pelo poder público.
Ainda no dia 28 de fevereiro, equipes da prefeitura recolheram mais um animal morto, mas no Jardim Colonial, região da Unesp de Bauru.
O sexto e último primata recolhido morto na cidade neste ano foi localizado em 10 de março na região das Chácaras Bauruenses, que fica nas proximidades da Unip.
"As pessoas ainda têm a falsa sensação de que se matarem o macaco estarão seguras, mas é o contrário. Ele é nosso sentinela", ressalta Ramos. O departamento de Saúde Coletiva também orienta a não alimentar saguis em virtude do risco de outras zoonoses.
A prefeitura confirma que houve falha na comunicação da secretaria e que, por isso, as suspeitas não foram divulgadas antes. A pasta estuda liberar as informações para toda a população em seu site, caso outros macacos mortos forem recolhidos e submetidos à exames.
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Matar é crime
Os saguis são representantes da fauna silvestre brasileira e estão protegidos pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998). É considerado crime contra a fauna caçar, apanhar, utilizar, vender, exportar, adquirir para si, guardar ou manter em cativeiro espécimes da fauna silvestre nativa sem autorização de órgãos ambientais. A pena é detenção de até um ano e mais multa.
‘82% da cidade está imunizada’
Até o final de fevereiro de 2018, a Secretaria Municipal de Saúde aplicou 14.210 vacinas contra febre amarela em Bauru. Número que ajudou a cidade a atingir cobertura de 82% de imunização.
"É um bom índice, mas as pessoas que são alvo da campanha e que ainda não se imunizaram devem continuar procurando as unidades básicas, porque a cobertura ideal e preconizada é de 95%", observa o diretor do Departamento de Saúde Coletiva.
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SERVIÇO
Encontrou um macaco morto em Bauru? Não toque no animal, ligue para (14) 3103-8050 em dias de semana em horário comercial. Nos demais horários, a PM deve ser comunicada.