08 de julho de 2026
Geral

Marcha das Mulheres prega igualdade

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Katia Valérya Souza, Dricka Barbosa e Flávia Simão integram o Movimento Resiste Mulher Bauru 

Dar visibilidade e conscientizar a população sobre a luta feminista e reivindicar o direito por respeito e igualdade de gênero. Com este objetivo, o Movimento Resiste Mulher Bauru realiza, amanhã, a segunda edição da Marcha das Mulheres, que tem o tema "Nenhum Direito a Menos".

Com o ato, que percorrerá ruas do Centro da cidade e contará com atividades culturais, visa denunciar a violência sofrida pelas mulheres, as recentes perdas de direitos e a necessidade de avanços em políticas públicas. Haverá, ainda, homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada a tiros em 14 de março no Rio de Janeiro.

A marcha terá concentração a partir das 14h na Praça Rui Barbosa, com ensaio da Batucada do Movimento Resiste Mulher, enquanto os manifestantes terminam de preparar faixas e cartazes. "Todos os instrumentos da Batucada foram feitos com materiais recicláveis, o que proporciona um som bastante interessante", adianta uma das organizadoras do evento, Kátia Valérya dos Santos Souza.

Não só mulheres, mas também homens estão convidados a participar da marcha, que sairá da Praça Rui Barbosa em direção à avenida Rodrigues Alves, passando pela Praça Machado de Mello, com retorno pelo Calçadão da Batista de Carvalho. Além do ato de protesto, o evento também terá caráter cultural, com apresentações na Praça Rui Barbosa, a partir das 18h, do Batuque das Marias e do grupo feminino de rap Ouro D'Mina.

Por volta das 19h30, em parceria com a Biblioteca Móvel Quinto Elemento, está programado o início da edição especial do Sarau do Viaduto, que terá como convidada a poetisa Ryane Leão, autora do livro "Tudo nela brilha e queima" e responsável pela página "Onde jazz meu coração" no Facebook e Instagram. "O sarau tem microfone aberto, para todas as pessoas que estiverem lá se manifestarem e se expressarem culturalmente", acrescenta Kátia.

REIVINDICAÇÕES

A marcha integra a programação do "Março das Mulheres 2018" e, neste ano, além da luta histórica por igualdade, terá reivindicações específicas. Uma delas é o pedido para que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) funcione nas 24 horas do dia em Bauru.

Hoje, o atendimento personalizado é feito somente em horário comercial, de segunda à sexta-feira, na Central de Polícia Judiciária (CPJ). "A mulher que sofreu violência precisa ser atendida com privacidade, não importa o horário ou dia da semana, preferencialmente por uma policial feminina", observa Kátia.

Outro questionamento que deve marcar esta edição da marcha é a Reforma Trabalhista, que passou a permitir o trabalho de gestantes em ambientes de grau mínimo e médio de insalubridade, vetando apenas o nível máximo. "Outra perda que estamos prestes a sofrer é a proposta de igualar, entre homens e mulheres, o tempo de contribuição para a aposentadoria integral, sendo que elas ainda são submetidas à jornada tripla, porque cuida dos filhos e da casa sozinha. Infelizmente, a realidade da maioria da nossa população ainda é esta", aponta.

SAÚDE DA MULHER

No dia 7 de abril, o Movimento Resiste Mulher Bauru também promove um seminário sobre saúde da mulher, em parceria com o Conselho Regional de Psicologia. A intenção, em seguida, é encaminhar demandas das mulheres de Bauru ao Conselho Municipal de Saúde.

"A mulher negra não é atendida como a branca. Os profissionais de saúde também precisam receber orientações sobre como atender a mulher lésbica, a mulher trans. Há muita dificuldade ainda, que precisa ser superada", completa Kátia.

SERVIÇO

A Marcha das Mulheres será realizada amanhã, a partir das 14h, na Praça Rui Barbosa. Mais informações sobre o ato podem ser consultadas no Facebook, no evento "Marcha das Mulheres Bauru Sarau do Viaduto", na comunidade "Março das Mulheres - Bauru" e no grupo "Movimento Resiste Mulher - Bauru".