08 de julho de 2026
Internacional

Confronto em Gaza deixa 16 mortos


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Tel Aviv - Confrontos violentos entre tropas israelenses e manifestantes palestinos ocorridos durante um protesto na fronteira entre a faixa de Gaza e Israel ontem deixaram ao menos 16 mortos e cerca de mil feridos, disseram os serviços de saúde da região. 

Milhares de palestinos participaram dos protestos apoiados pelo grupo islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza, e que inicialmente seriam pacíficos.

As manifestações foram marcadas a partir de cinco grandes tendas que foram erguidas para o ato ao longo dos 65 quilômetros da cerca que divide a faixa de Gaza de Israel.

A maior parte dos manifestantes atendeu o pedido dos organizadores e permaneceu nas proximidades das tendas, a alguns metros da fronteira, mas grupos menores com centenas de pessoas se dirigiram para a cerca, dando início ao confronto.

30 MIL PALESTINOS

Segundo o Exército israelense, 30 mil palestinos participaram dos atos. Os militares afirmam que precisaram responder com violência após um grupo começar a queimar pneus e a jogar pedras nos soldados e na cerca. "Qualquer violação da soberania de Israel ou danos à cerca de segurança são de grande severidade", disse um porta-voz dos militares.

Israel disse que usou bombas de lacrimogêneo e balas de borracha contra a maioria dos manifestantes, mas que autorizou o uso de munição letal contra pessoas que tentaram danificar a cerca. Após os militares começarem a atirar, os palestinos

Os palestinos, porém, afirmam que a munição letal foi usada contra todos os manifestantes e que, além dos mortos, pelo menos outras 400 pessoas apresentam ferimentos de armamento tradicional, com o restante sendo tratado por contusões causadas pelas balas de borracha ou por problemas respiratórios decorrentes da inalação da fumaça das bombas.

REFORÇO

A possibilidade de confrontos violentos já tinha feito o Exército israelense convocar reforço na segurança da fronteira.

Os protestos desta sexta, chamados de a Grande Marcha da Volta pelos organizadores e de Marcha dos Cem Mil pelo Hamas, faz parte de uma série de manifestações programadas pelos palestinos para lembrar dos 70 anos de criação de Israel, em 14 de maio, quando uma grande marcha está marcada na região.