Tomei conhecimento de um trabalho de inclusão e adaptação para deficientes visuais através deste jornal, feito pela Apae.
A matéria orientava que os interessados deveriam procurar um posto de saúde municipal que este faria o encaminhamento. Meu pai recentemente perdeu a visão, motivo pelo qual fui procurar ajuda na unidade do Parque Vista Alegre, onde moramos.
Para minha surpresa, ninguém lá sabia do que se tratava, ou como fazer o procedimento. Depois de preencher os dados, foi solicitado que aguardássemos retorno.
Após insistentes visitas durante 4 meses à unidade, sem qualquer tipo de informação, finalmente veio um encaminhamento ao AME - órgão totalmente inadequado para a solicitação.
Questionei, porém a funcionária do posto disse que era esse o caminho. No dia marcado enfrentamos uma longa espera, para que na consulta fosse dito que não sabiam do assunto e que voltássemos ao posto. A essa altura dos acontecimentos eu já estava exausta, acompanhada de um idoso de 84 anos e sem nenhuma resposta. Por fim, voltamos ao posto e fomos informados que a assistente social estava de férias e ninguém respondia por ela.
Me dirigi à central na Quintino Bocaiúva e também não obtive qualquer tipo de ajuda. Diante do quadro, eu continuo sem orientação e já desisti de procurar. Esse é o nosso sistema de saúde bauruense.
Gracas a Deus, no meu caso foi tão somente um encaminhamento. Penso e fico mortificada pelos milhares de bauruenses que dependem desse sistema falido, precário e incompetente.
Só para finalizar, creio que a atitude correta seria que os órgãos públicos procurassem se informar para não prestar esse desserviço à comunidade, e, principalmente, que não tratem com descaso o contribuinte que paga religiosamente seus impostos e merece respeito.