| Samantha Ciuffa |
| Remédios e vacinas vencidas foram apreendidos em petshops e clínicas veterinárias. 06/04/2018 Dinair José da Silva |
Medicamentos com prazo de validade datado de 2016 e rações para gatos e cães vencidas há mais de um ano. Estas foram algumas das situações encontradas pela Polícia Civil de Bauru durante uma operação que investiga duas clínicas e dois pet shops da cidade. O nome dos estabelecimentos assim como os endereços exatos não foram divulgados pela polícia.
Encabeçada pela Delegacia de Crimes Ambientais, a operação teve início nesta semana, após o recebimento de denúncias.
E, segundo o delegado Dinair José da Silva, a ação irá se estender por tempo indeterminado.
| Samantha Ciuffa |
| Remédios e vacinas vencidas foram apreendidos em petshops e clínicas veterinárias. 06/04/2018 |
IRREGULARIDADES
Segundo o delegado, além de possuir produtos fora do prazo de validade, uma das clínicas funcionava com o registro do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do profissional responsável vencido desde fevereiro deste ano.
Neste caso, além de responder por crime contra a ordem tributária e contra o consumidor, o veterinário pode responder pela contravenção do exercício ilegal da profissão.
Outra clínica vistoriada na operação teve medicamentos e vitaminas vencidas apreendidos.
Já os dois pet shops tinham rações para cachorros, gatos e peixes vencidos. "Em um dos estabelecimentos, a pessoa alegou que comprou o ponto com aqueles produtos. Os outros alegaram que não viram ou que não iriam vender ou usar os produtos vencidos. Instauramos inquérito e mandamos os materiais para a perícia", comenta o delegado Dinair Silva.
'GRAVE'
Se condenados pelo crime contra a ordem tributária, os responsáveis pelos estabelecimentos podem ter de cumprir de dois a cinco anos de prisão.
"A pessoa pensa que está fazendo um bem para o animal, mas, na verdade, está sendo enganada pelo estabelecimento. Isso é muito grave", cita Dinair José da Silva.
Ele complementa que a investigação partiu de denúncias de pessoas que, inclusive, disseram à polícia que já teriam sido prejudicadas por esses tipos de serviços.