| Malavolta Jr. |
| Clodoaldo Gazzetta mantém bom relacionamento com o novo governador do Estado de SP |
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) tem três prioridades nas tratativas com o novo governo estadual, que, agora, tem, no comando, o governador Márcio França (PSB). Ele assumiu o cargo nessa sexta-feira (6), após a saída de Geraldo Alckmin (PSDB), que vai concorrer a presidente. As negociações do município com o Estado já estavam em andamento quando França ainda era o vice, desde o final do ano passado.
A agenda do governador deve incluir uma reunião na próxima semana, possivelmente na terça-feira (10), tendo como assunto principal a liberação de R$ 30 milhões solicitados pelo prefeito Gazzetta para o recape asfáltico.
BOA POSSIBILIDADE
O pedido foi feito em dezembro passado e há boa possibilidade de liberação, pois França pretende fazer o mesmo tipo de convênios com vários municípios. A Prefeitura de Bauru, inclusive, fez licitação para ter ata de registro de preços para aquisição de massa asfáltica e locação de máquinas para uso, caso a verba seja liberada.
Se for disponibilizado na íntegra, o valor seria suficiente para o recape de até 2 mil quadras em várias partes da cidade.
A prefeitura pretende levar o benefício a bairros mais antigos ou com asfalto em situação mais precária, como Mary Dota, Geisel, Redentor, Falcão e Bela Vista, além de parte do Centro e Altos da Cidade.
DOAÇÕES
Outro assunto que Gazzetta vai retomar com o novo governador é a doação de áreas do Estado para o município, sendo a principal delas de 3 milhões de metros quadrados, para o futuro megadistrito industrial, perto da rodovia Marechal Rondon, após o trevo do Núcleo Gasparini. De acordo com o prefeito, esta é a doação que está em processo mais adiantado.
Outra área desejada pelo município é a do Centro Social Urbano (CSU) do Jardim Bela Vista. Já a doação da área do Horto Florestal pode se tornar mais complicada, uma vez que o Estado pretende fazer cessões, e não doações, e a prefeitura pode rever sua decisão de querer assumir o local - o que também geraria um custo anual de pelo menos R$ 1 milhão.
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Hospital de Base
Após confirmar ao JC a possibilidade de não assumir o Hospital de Base (HB), Gazzetta vai manter o diálogo com o Estado, mas a definição só deve ocorrer após a conclusão do Plano Operativo. O município tem dois problemas, um deles é a liminar que impede o repasse do ISS de cartões de crédito e débito, que seria usado em parte do custeio. Outra pendência é o passivo trabalhista, ainda da época da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) e gestões anteriores ao Estado e Famesp, que somam mais de R$ 100 milhões, valor inviável para o município.
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