11 de julho de 2026
Nacional

Operação sobre fraudes em fundos de pensão tem alvo na região de Bauru


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A região de Bauru também tem alvo na operação desencadeada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (12), que investiga fraudes em fundo de pensão. Mandados de busca e apreensão de pessoas jurídicas estão sendo cumpridos em Assis (180 quilômetros de Bauru) e Paranapanema (210 quilômetros de Bauru), no trabalho que é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) já prenderam, na manhã de hoje, o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado e o economista Marcelo Borges Sereno, em São Paulo. Ao todo, os agentes tentam cumprir 10 mandados de prisão no Rio, em São Paulo e em Brasília contra suspeitos de fraudar os fundos de pensão Postalis (dos Correios) e Serpros (Serpro - Serviço de Processamento de Dados do governo federal).

Segundo a investigação, os fundos mandavam dinheiro para empresas no exterior para pagar a prestação de serviços inexistentes. O dinheiro era espalhado por contas de doleiros e voltava ao Brasil para suposto pagamento de propina. O esquema funcionava através de dois doleiros do ex-governador Sérgio Cabral, que ajudavam a trazer dinheiro em espécie de volta ao país. De acordo com os investigadores, uma empresa de Arthur teve movimentação suspeita de R$2,8 bilhões.

A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal. Essa é a primeira vez que a Lava Jato do Rio chega a fundos de pensão.