08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Esgoto sem cabide

Por Eng. Eric Fabris - presidente | DAE
| Tempo de leitura: 1 min

Reporto-me à carta nesta coluna de autoria do sr. Carlos Bonora sobre episódio ocorrido durante visita oficial de vereadores às obras da ETE, para esclarecer o que segue. Primeiro, informar que se houve solicitação de emprego para a construtora, esta foi feita diretamente pelo vereador, sem qualquer intermediação da administração municipal, tendo o episódio colhido a todos de surpresa.

Segundo, para refutar sua afirmação de que a ETE é mais um elefante branco. Um grupo sério de colaboradores, todos profissionais técnicos com nível universitário atua, sob minha coordenação, para resolver as inúmeras dificuldades encontradas em uma obra desse porte e entregá-la no menor prazo possível, sem abrir mão da boa engenharia.

Terceiro para discordar que o DAE seja um cabide de empregos para indicados políticos e não técnicos. Há 20 anos podiam ser trazidos para trabalhar no DAE, sem concurso, 24 pessoas, praticamente sem exigência de escolaridade. Hoje são apenas 9 cargos em comissão a maioria deles com exigência de nível universitário. Entretanto, atualmente apenas 6 estão preenchidos por profissionais com nível universitário e plenamente qualificados para as funções que desempenham. Nenhum deles desempenha função especificamente na ETE.

O DAE conta hoje com 697 funcionários concursados para atender uma população de 373 mil pessoas. Há 20 anos esse efetivo era de 702 para uma população de 288 mil habitantes. Injusto, portanto afirmar que a ETE ou o DAE sejam cabides de emprego. Volto a afirmar, o DAE ou a prefeitura não indicam funcionários para as empreiteiras que contratam.