A 'invenção' do dinheiro dignificou o indivíduo produtivo através dos tempos, dando a este a justa dimensão do valor e preço de seu suor.
Deu também ao homem a noção do valor real dos objetos materiais e balizou o preço da mão de obra, antes calcada no escambo, onde não raramente este estava um grau acima da esmola.
Impulsionou o comércio na antiguidade, uniu povos e governos em seus interesses, patrocinou as artes e a indústria, financia até hoje a ciência.
Sugiro ao estudante de jornalismo (tribuna de ontem) a leitura de John Kenneth Galbraith - "Dinheiro, de onde veio, para onde foi". O que fazer com ele ou sem ele, tendo-o ou não, mesmo antes do dinheiro ser dinheiro, sempre foi para o bem ou para mal, uma opção subjetiva do indivíduo.
Não se vive sem dinheiro, isto é fato. Já viver ou não por ele em ganância e avareza continua a ser igualmente um arbítrio pessoal.