09 de julho de 2026
Regional

Após queda de telhado de creche, Câmara abre Comissão Processante

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Paulo Franco/Divulgação
Câmara de Agudos decidiu instalar Comissão Processante

A Câmara de Agudos aprovou nessa segunda-feira (23) por oito votos a quatro abertura de Comissão Processante (CP) para cassar o mandato do prefeito Altair Francisco Silva (PRB) em razão do desabamento do telhado da creche berçário Professora Diomira Napoleone Paschoal na última quarta-feira (18), que deixou 18 feridos (seis funcionários e 12 crianças).

O pedido foi feito pela mãe de uma das crianças feridas no acidente. No documento, ela alega supostas falhas na reforma realizada na creche no ano passado, além de suposta omissão e negligência por parte do chefe do Executivo.

Os vereadores que votaram a favor da CP foram Auro Octaviani (MDB), Drikão (MDB), Ledão (MDB), Carlos Alves (PSC), Omar Omero Cunha (PTN), Ana Maria Caputti (PRB), Rosamaria Ribas (SD) e Paulinho do Pastel (MDB). Os contrários foram Kukão (PRB), Tata (PRB), Luciano Durães (DEM) e Patric Rafael Teixeira (PRP).

O prefeito defende a importância do esclarecimento das causas do acidente. "A prefeitura vai cooperar de todas as formas que for possível para ajudar nessa investigação", afirma. Ele relembra que requisitou uma avaliação técnica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) logo após a queda do telhado.

Silva também elogiou a posição dos vereadores que foram contrários à CP, explicando que eles defendiam uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apuração dos fatos. "Nós somos solidários no sentido de que a verdade apareça. Não é uma questão de governo 'A' ou do governo 'B'", declara. "É uma questão de que temos que ver as causas desde o início da escola até os dias de hoje". A Processante será presidida por Kukão e tem como relator e membro, respectivamente, Omar Omero Cunha e Tata.

Ontem, a prefeitura confirmou locação de um imóvel próximo ao Fórum para receber as crianças até que nova unidade seja construída. O local passará por adequações e deve estar pronto em até 60 dias. Até lá, as crianças serão atendidas em quatro escolas da cidade.