08 de julho de 2026
Internacional

Três morrem em confronto em Gaza


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Mohammed Salem/Reuters
Palestinos são afastados da zona de conflito com gás lacrimogêneo lançados por israelenses

As forças israelenses mataram a tiros pelo menos três palestinos e deixaram 350 ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, nessa sexta-feira (27), após centenas de manifestantes, pelo menos dois deles armados, tentarem derrubar a cerca na fronteira entre Gaza e Israel.

O episódio foi um dos mais violentos ocorridos desde que os protestos tiveram início, cinco semanas atrás. Segundo testemunhas, pelo menos parte das mortes ocorreu quando dois palestinos se aproximaram armados da cerca e um deles atirou ao menos sete vezes em direção aos soldados israelenses antes de os dois fugirem.

Em resposta, os soldados atiraram uma granada de mão, mas os homens armados já não estavam mais lá, ainda de acordo com as testemunhas. Uma série de manifestantes ficou ferida nesse episódio.

CINCO SEMANAS

Esta é a quinta semana seguida de manifestações em Gaza. O objetivo é chamar atenção para o bloqueio israelense da região assim como conquistar a simpatia internacional para o desejo dos refugiados palestinos de retornar ao território que hoje é o Estado de Israel.

As fronteiras de Gaza com Egito e Israel estão praticamente fechadas desde que o Hamas - considerado por ambos como um grupo terrorista - tomou o controle, à força, da região, em 2007. E a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, também impõe sanções contra os líderes do Hamas.

Nas quatro primeiras semanas de protestos, pelo menos 38 pessoas foram mortas por Israel, e 2.100, feridas.

Israel tem rejeitado as críticas internacionais, por uso de força excessiva,  dizendo que está defendendo a sua fronteira. O governo acusa ainda os líderes do Hamas, que estão organizando os protestos, de usar os manifestantes como uma manobra para realizar os ataques.

Zeid Raad Al Hussein, alto comissário de direitos humanos das Nações Unidas, afirmou que as tropas de Israel não têm seguido as advertências da ONU e vêm usando força letal contra manifestantes desarmados.