Pelo segundo ano seguido, Bauru não terá sua tradicional festa do Dia do Trabalho no Parque Vitória Régia. O evento, que era organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) com apoio da Prefeitura de Bauru, aconteceu pela última vez em 2016. Mesmo sem a festa, o "feriadão" irá alterar a rotina da cidade, com várias mudanças no expediente (confira toda a programação no quadro no final).
O coordenador regional da CUT em Bauru, Itamar Calado, cita que o País vive um momento de luta e reflexão para os trabalhadores e, por isso, ele não vê motivos para comemorações.
Entre os pontos destacados por ele, estão a reforma trabalhista, a discussão da reforma da Previdência e a retirada de direitos, além da prisão do ex-presidente Lula (PT), que lidera as pesquisas eleitorais. "O trabalhador não tem nada a comemorar atualmente. Não temos motivo para fazer festa, mas sim para protestar, estamos vivendo o fim da democracia", enfatiza.
Para este 1 de Maio, a CUT está organizando viagens para São Paulo e Curitiba. A entidade vai fazer suas ações na Capital Paulista, onde já ocorre todos os anos, e na Capital Paranaense, em função da vigília contra a prisão de Lula. Pelo menos um ônibus deve partir de Bauru com destino a Curitiba, com militantes, enquanto os dirigentes sindicais seguirão para São Paulo.
EM BAURU
Calado, afirma que um ato será realizado em Bauru durante o mês de maio, ainda sem data certa, que poderá contar com a presença de José Roberto Batochio, advogado de defesa de Lula, revela o dirigente da CUT local.
E, na primeira semana de maio, está prevista a panfletagem em frente a empresas, para mobilização da população. "Estamos mostrando aos trabalhadores o golpe que o País vem sofrendo. Vários sindicatos vão fazer panfletagens em frente a indústrias e empresas, tanto em Bauru como na região, em outras cidades", conclui.