| Corpo de Bombeiros |
| Após o desabamento do prédio, muitos destroços ficaram pelo local |
| Rovena Rosa/Agência Brasil |
| Bombeiros fazendo rescaldo nos escombros de prédio que pegou fogo em SP |
| Corpo de Bombeiros |
| Incêndio de grandes proporções atingiu prédio na região Central de São Paulo |
O Corpo de Bombeiros confirma que uma pessoa está desaparecida em decorrência do incêndio seguido de desabamento de um edifício de 24 andares no Largo do Paissandu, no centro de SP, na madrugada desta terça-feira (1). Segundo testemunhas, trata-se de um homem chamado Ricardo, que trabalha como carregador na Rua 25 de Março. Os relatos dão conta de que ele saiu do edifício, mas voltou para ajudar outros moradores a saírem do local.
O porta-voz dos bombeiros informou que a corporação trabalha com a perspectiva mínima de uma semana para fazer o trabalho de rescaldo no local do incêndio. "São dois ou três dias de trabalho manual, resfriamento e retirada dos escombros, trabalhando com possíveis vítimas, para depois trabalhar com o maquinário pesado", disse.
A prefeitura de São Paulo informou que equipes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social estão no local desde as 3 horas para dar acolhimento às pessoas desalojadas. Já foram cadastradas 248 pessoas, de 92 famílias. Elas receberam alimentação e foram encaminhadas para abrigos municipais.
34 moradores do prédio que caiu ainda não foram localizados
Onze pessoas se apresentaram a integrantes do serviço social da Prefeitura, diminuindo para 34 o número de moradores do prédio que ainda não foram localizados. Eles não são considerados desaparecidos porque não há confirmação de que estavam no local no momento do desabamento. O edifício, localizado no Largo do Paissandu, no centro da cidade, desabou após incêndio na madrugada desta terça-feira ( 1).
Os trabalhos dos bombeiros se estenderão pela madrugada no centro de São Paulo em uma atividade de resfriamento doa escombros. Ainda é intensa a quantidade de fumaça branca, que os bombeiros afirmam ser vapor d'água, que sai dos escombros. Cem homens manterão as atividades durante a madrugada desta quarta-feira (2).
Bombeiros aguardam 48 horas para vasculharem escombros de prédio em SP
| Fotos: Reprodução/Internet |
| Fotos do momento do incêndio no prédio; abaixo as pessoas procurando se proteger da fumaça e desabamento que realmente ocorreu (veja o vídeo no final) |
Por Camila Boehm/ABr
O comandante dos Bombeiros, Marcos Palumbo, disse na tarde desta terça-feira (1) que a corporação vai aguardar 48 horas para começar a mexer nos escombros do prédio que desabou depois de pegar fogo no centro de São Paulo. Segundo ele, a prefeitura pôs à disposição uma retroescavadeira, alguns tratores e caminhões para retirada do entulho, mas antes de mexer nos escombros é preciso ter certeza de que não há comprometimento de algum elemento estrutural importante. Os trabalhos devem durar pelo menos uma semana.
"Se não fizermos [essa atuação de esperar 48 horas], pode acontecer de alguma máquina, alguma retroescavadeira bater em algum pilar lá dentro e a própria edificação, que já está colapsada, ter uma movimentação inadequada. E se tiver alguma vítima, ela certamente vai ser afetada", disse Palumbo. Ele disse que os bombeiros manterão a estratégia de limpar o entorno do local enquanto não puderem vasculhar os escombros.
Os bombeiros confirmam apenas um desaparecido, que é o homem que estava sendo resgatado no momento do desabamento e acabou caindo em meio aos escombros. De acordo com Palumbo, em balanço feito pela Secretaria de Assistência Social da prefeitura, há 45 pessoas que moravam no imóvel, mas não se cadastraram hoje após o desabamento. No entanto, não há como confirmar se elas estavam no edifício no momento da queda. As possibilidades são de que essas 45 pessoas estivessem em outros locais ou que nem morassem mais no prédio.
Durante a tarde, os moradores começaram a ser transferidos para dois abrigos da prefeitura, um centro de convivência, chamado de Núcleo de Convivência Prates e o Abrigo Pedroso. Os alimentos perecíveis doados foram encaminhados ao centro de convivência; e as roupas, para a central da Cruz Vermelha, que está fazendo a triagem e encaminhando as doações aos desabrigados.
Veja o vídeo: