| Guilherme Rodrigues/Futura Press/AE |
| Jailson, poupado na rodada do Brasileirão no final de semana, reassume o gol palmeirense no duelo em Lima |
O Palmeiras inicia nesta quinta-feira (3) no Peru uma missão diferente. Como já está classificado para as oitavas de final da Libertadores, o time tem como missão contra o Alianza Lima, a partir das 21h30 (de Brasília), pela quinta e penúltima rodada do Grupo H, confirmar a melhor campanha entre os participantes da competição para ter a vantagem no mata-mata de poder definir os confrontos em casa.
"Sabemos que é um jogo difícil e temos noção da importância de vencer para o nosso objetivo de poder classificar em primeiro", afirmou o volante Bruno Henrique. Apesar da importante meta estabelecida, o time não terá força máxima para o confronto.
O técnico Roger Machado levou para o Peru um time sem cinco titulares. O lateral-direito Marcos Rocha, os zagueiros Edu Dracena e Antonio Carlos, o volante Felipe Melo e o atacante Keno ficaram em São Paulo para evitar desgaste e estarem à disposição para os compromissos seguintes. A principal novidade é o retorno ao gol de Jailson, que foi poupado no último domingo contra a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro.
Curiosamente, na Libertadores passada, Roger Machado conseguiu a meta buscada. O Atlético Mineiro teve, sob o comando dele, a melhor campanha da fase de grupos.
Presidente do Palmeiras é denunciado no TJD por entrevista sobre 'Paulistinha'
O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) denunciou na última terça-feira (1) o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, pelas declarações ao final da decisão do Campeonato Paulista contra o Corinthians, no dia 8 de abril, quando chamou o torneio de "manchado" e de "Paulistinha". O dirigente será julgado sobre o caso na próxima segunda-feira.
Maurício Galiotte foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tipifica como infrações assumir condutas contrárias à disciplina e, especificamente, reclamar desrespeitosamente contra as suas decisões. Para o caso de quem é dirigente, a suspensão varia de 15 a 180 dias.
O presidente atacou naquela ocasião o cancelamento de um pênalti marcado de Ralf em Dudu e reavaliado depois de oito minutos de paralisação. O Palmeiras afirma ter existido interferência externa e tem se mobilizado nos bastidores para questionar a decisão do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza de voltar atrás na decisão.
Maurício Galiotte afirmou após a final que a conduta do árbitro estragou o campeonato. "O Palmeiras é muito maior do que o 'Paulistinha'. Não vamos ficar preocupados com uma situação absolutamente vergonhosa. O que esse senhor fez hoje (domingo) aqui foi uma vergonha. Depois de marcar a penalidade, ele teve uma reunião dentro de campo. Uma reunião! E aí o pênalti foi simplesmente anulado", disse.
O presidente do Palmeiras afirmou que a atuação da arbitragem naquele domingo foi um vexame. "Uma vergonha para nós, para o futebol brasileiro, para nós dirigentes. O que esperamos do futebol? Cobramos dirigentes, atletas, treinador, e agora? Como a gente faz? O que eu falo para meus jogadores no vestiário? É uma situação que revolta", comentou.