08 de julho de 2026
Regional

Suspeito de estuprar e matar menina em Ibitinga é solto

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Na última semana, o pintor de 40 anos que estava preso desde o início de março suspeito de estuprar e matar menina de oito anos em Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) foi solto por ordem judicial. Resultado do exame pericial revelou que o material genético dele é incompatível com materiais biológicos coletados em objetos usados pela vítima no dia do crime.

De acordo com a Polícia Civil, o laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Capital não detectou presença de sêmen nas peças de roupa de Giovana Maria de Oliveira Ribeiro. A perícia também constatou que, na calcinha da criança, havia material biológico dela e de um homem.

Na bexiga que teria sido usada para atrair a vítima até o local do crime, encontrada ao lado dela, os peritos coletaram o mesmo material genético masculino encontrado na calcinha da menina, além de dados biológicos de um segundo homem e vestígios de saliva de Giovana.

Segundo a polícia, esses materiais não são compatíveis com o material genético do pintor, que estava preso temporariamente. Com base nos resultados, o Ministério Público (MP) solicitou à Justiça a expedição de alvará de soltura e, na semana passada, ele ganhou a liberdade.

A Polícia Civil afirma que essa prova material "enfraqueceu" a linha de investigação até então existente que tinha o pintor como principal suspeito, mas revela que irá pedir mais exames e continuar os trabalhos para tentar esclarecer a autoria desse crime, que chocou a cidade.

EM AVALIAÇÃO

Uma possibilidade que a Polícia Civil está avaliando é a de solicitar autorização da Justiça para a coleta de material do prefeito afastado de Bariri, Paulo Henrique Barros de Araújo (PSDB), preso desde o último dia 21 acusado de estuprar menina de oito anos em Bauru, para confrontação com os materiais já coletados.

De acordo com a polícia, esse pedido seria embasado apenas na questão das proximidades temporal (data dos fatos) e espacial (distância entre Bariri e Ibitinga), já que não existem indícios do envolvimento de Araújo no crime de Ibitinga.

O CRIME

Giovana foi encontrada inconsciente no dia 4 de março, com ferimentos decorrentes de agressão na cabeça e o shorts abaixado na parte de trás, dentro de imóvel em construção no bairro Santo Expedito. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no início da manhã seguinte em um hospital em Araraquara.

A pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão temporária de um pintor de 40 anos, suspeito do crime. Ele alegou que encontrou a menina ao entrar na casa em construção para ver se a filha brincava no local, mas apresentou contradições no depoimento. As duas crianças eram amigas e vizinhas.