07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Poder Executivo

Rafael R. Teixeira - historiador
| Tempo de leitura: 1 min

Estes últimos acontecimentos políticos como a prisão de Lula, as passeatas, o impeachment, serviram para nos levar a uma consciência crítica e reflexiva. Todas essas manifestações fizeram-nos pensar um pouco mais o público, o político e o constitucional. Não somos mais alienados, passivos e analfabetos políticos.

E aproveitando o desfecho de "analfabeto político", pensemos na expressão Poder Executivo, a qual se refere ao presidente, prefeito, ou seja, não um monarca, mas uma pessoa represente seus eleitores. O impeachment ou as manifestações do Lula Livre têm que ser vistos como uma crítica à política e não às pessoas que representam seus respectivos poderes. O Lula representa o País, um país, não sua justiça ou a legislação. O Judiciário e o Legislativo são representados pelos juízes e legisladores (deputados, vereadores) e não através de prefeitos ou presidentes, como são tratados, estes são o Executivo, mas parecem os monarcas ou imperadores do País. Temos que nos politizar, mas não venerar; exigir melhores leis é necessário, mas não apontando somente o presidente ou um prefeito. Temos que conhecer o vereador, o deputado, o senado etc. Mais importante muitas vezes que o próprio Executivo.

Este é ano de eleição e não somente de presidenciáveis, ano, aliás, também de deputados e senadores, ou seja, de todo um corpo político. Temos muitas opções pessoais, mas precisamos votar em partidos e não em personagens. Votar em partidos é eleger uma ideologia e não um Big Brother que sobe em um palanque para discursar.