08 de julho de 2026
Regional

Adolescente vítima de acidente morre após sete dias internado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Redes Sociais
Fiat Uno onde estavam cinco pessoas ficou bastante destruído

Um adolescente de 16 anos, vítima de grave acidente de trânsito ocorrido na noite do último dia 29 na rodovia SP-225, a Bauru-Ipaussu, em Piratininga, morreu nessa segunda-feira (7) de madrugada após uma semana de internação. O corpo dele foi sepultado no fim da tarde, no cemitério da cidade. A Polícia Civil aguarda depoimento de testemunhas, laudos médico e da perícia para esclarecer as causas da colisão.

Segundo o delegado Alexandre Sampaio Zakir, responsável pelas investigações, o acidente ocorreu na altura do quilômetro 243 da via. Por razões a serem esclarecidas, uma picape conduzida por um homem de 31 anos, que tinha um jovem de 18 anos como passageiro, bateu na traseira de um Fiat Uno onde estavam Bruno de Oliveira Rosa, de 16 anos, e outros quatro homens, de 18, 19, 20 e 40 anos. "Os sete foram hospitalizados. Nenhum deles tinha condição de falar na hora. O que estava em melhor condição era o motorista da picape, que se negou a fazer o teste do bafômetro, mas não se negou a fazer o exame de dosagem alcoólica sanguínea. Ele foi autuado administrativamente", revela. Bruno, em estado mais grave, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB).

Durante toda a semana, familiares dele fizeram campanha pelas redes sociais pedindo doação de sangue. Na madrugada dessa segunda-feira (7), o adolescente acabou não resistindo à gravidade das lesões e a família autorizou que os órgãos dele fossem doados. De acordo com o delegado, todas as vítimas foram intimadas e algumas oitivas marcadas para ontem seriam reagendadas em razão do velório e enterro de Bruno. "Foi instaurado o inquérito policial e nós estamos aguardando o laudo médico para poder dizer se ele (condutor da picape) estava ou não em condições de infração da legislação, que é conduzir veículo sob efeito de álcool, e o laudo pericial para dizer qual foi o contexto em que aconteceu o acidente - se ele estava em excesso de velocidade, se o outro veículo estava parado na pista".

Com a morte do adolescente, segundo Zakir, a ocorrência, inicialmente registrada como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, terá a tipificação alterada para homicídio culposo na direção de veículo automotor. "E isso também pode mudar desde que a gente tenha elementos que nos propiciem achar que ele (condutor da picape) pode ter assumido o risco de cometer isso", esclarece.