08 de julho de 2026
COMBUSTÍVEL

Barra terá planta de etanol 2G

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Prefeitura de Barra Bonita
Investimento no parque de bioenergia em Barra Bonita está estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão

Barra Bonita - A Raízen lançou pedra fundamental da construção de planta em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) dedicada à produção de etanol de segunda geração (E2G), um biocombustível gerado a partir dos resíduos descartados do processo produtivo do etanol de primeira geração. A solenidade foi realizada nesta quarta-feira (19), com a presença do prefeito José Luis Rici, o Zequinha Rici. O investimento no parque de bioenergia, com capacidade de produção de 82 mil m³ de etanol por ano, e que deverá estar operando em 2024, está estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão.

 

A Raízen é a proprietária da tecnologia para a produção do etanol de segunda geração, que utiliza como insumo o bagaço da cana-de-açúcar, biomassa que é extraída do processamento da cana e da produção do etanol de primeira geração e açúcar.

 

Considerado um biocombustível avançado, o E2G tem potencial para elevar em cerca de 50% a capacidade de produção de etanol da companhia, sem necessidade de adicionar um hectare de terra, e produzindo cada vez mais litros por tonelada de cana.

 

Além disso, a Raízen aposta no etanol 2G como um produto chave para outros fins, além da mobilidade, com soluções para a aplicação industrial — como matéria prima para a produção de plástico verde -, e também combustíveis de aviação e marítimo.

 

EXPANSÃO

 

A construção da planta em Barra Bonita faz parte do plano de expansão da Raízen, que tem como meta contar com 20 plantas de E2G até 2030. Hoje, a companhia tem três plantas de E2G em construção - em Barra Bonita; no parque de bioenergia Bonfim, em Guariba (SP); e no parque de Bioenergia Univalem, em Valparaíso (SP).

 

A primeira planta de etanol 2G da Raízen fica no Parque de Bioenergia da Costa Pinto, em Piracicaba (SP), e opera desde a safra 2014-2015. Com a operacionalização das quatro plantas, entre 2023 e 2024, a Raízen terá capacidade total de produção de cerca de 280 milhões de m³ de E2G por ano, dos quais 80% já foram comercializados em contratos de longo prazo.