Brasília - Senadora eleita pelo Distrito Federal e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos) deu diferentes versões sobre o surgimento das supostas denúncias de abusos sexuais em crianças, citando como origem CPIs (comissões parlamentares de inquérito) já encerradas, a ouvidoria do ministério e depoimentos de moradores da Ilha de Marajó (PA). As denúncias surgiram dela mesma, em vídeo gravado na Ilha de Marajó.
Após ser questionada diversas vezes por mais detalhes, a ex-ministra passou a dizer que os casos estão em um inquérito sigiloso, e, por isso, não poderia dar mais informações. "Eu vou pagar o preço por muito tempo ainda de acharem que eu menti, mas é para preservar as investigações. Aguardem", afirma.
Damares disse que as denúncias foram devidamente encaminhadas às autoridades, como o Ministério Público.
O Ministério Público Federal, por sua vez, afirma que atuou em inquéritos sobre supostos casos de tráfico internacional de crianças desde 1992 no arquipélago do Marajó e que, em 30 anos, nenhuma das denúncias mencionou nada semelhante ao citado pela ex-ministra.