A TV Globo, com a exclusividade capturada há tempos, começa a festejar a próxima Copa do Mundo na Rússia, a partir do mês que vem. Lembro do bicampeonato mundial conquistado pelo Brasil em 1958/62, na Suécia e no Chile, resultado lógico do talento da melhor geração de futebolistas produzida ao longo da nossa história.
Pouco a ver com o corre-corre de hoje movido pesadamente por cifras milionárias. E com a quase totalidade dos jogadores atuando nos gramados da Europa, Ásia e América do Norte.
O grande historiador Eric Hobsbawm (1917-2012), que gostava de visitar o Brasil, certa vez observou que "sem caixa para segurar suas revelações e valorizar seus torneios domésticos, matrizes sagradas de identidade, os clubes da África e da América Latina viraram meros centros de formação e recrutamento".
Conferindo a convocação dos jogadores celebrada pela televisão: dos escolhidos, apenas três continuam vestindo a camisa dos clubes deste subcontinente, sem projetos e, portanto, sem horizontes...