| Fotos: Douglas Reis |
| Caminhoneiros realizaram manifestação nesta segunda-feira (21) na Rondon e, depois, saíram em carreata |
| Nesta segunda (21), a categoria saiu em carreata rumo ao trevo de acesso da Comandante João Ribeiro de Barros, em Bauru |
Aproximadamente 40 caminhoneiros integraram protesto nacional, nesta segunda-feira (21) pela manhã, em um posto situado no quilômetro 318 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Agudos (13 quilômetros de Bauru). Em seguida, a categoria saiu em carreata rumo ao trevo de acesso da Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), em Bauru. Entre as reivindicações, estão a alta do óleo diesel e o custo para rodar.
Segundo o líder do movimento em Bauru, o caminhoneiro Rubens Bortolazo Júnior, que é membro do Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam), o objetivo é chamar a atenção do governo federal para uma série de reivindicações dos funcionários do setor.
Nesta segunda-feira (21), os manifestantes retornaram ao posto, em Agudos, e pretendem dar continuidade à movimentação por tempo indeterminado.
Entre as queixas da categoria, está a necessidade de criar parâmetros para evitar o aumento constante do preço do óleo diesel. "O litro do combustível está custando em torno de R$ 3,70. Houve alta de mais de 100%, se comparado com o mesmo período do ano anterior. Em um único mês, o preço chegou a ser reajustado cinco vezes", acrescenta.
Além disso, os caminhoneiros pedem a aprovação imediata do Projeto de Lei n.º 528, que estabelece um piso para o frete, cujo valor estaria bastante defasado. Outra reivindicação diz respeito à aprovação do Marco Regulatório, que exigirá, das empresas, a necessidade de ampliar a fiscalização, dando fim aos atravessadores.
Por fim, os trabalhadores querem que a Lei do Eixo Erguido seja, de fato, cumprida. "Nas rodovias federais, já não se cobra o pedágio para cada eixo erguido do veículo, mas isso ainda não acontece nas vias estaduais", revela.
SEM DIÁLOGO
Ainda de acordo com Júnior, a categoria entregou a pauta de reivindicações para o governo federal, que teve até a última sexta-feira para apresentar uma proposta. Contudo, ainda não houve retorno.
O JC acionou a assessoria de comunicação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Conforme consta no site do sindicato, pelo menos, nove Estados brasileiros abrigaram esta manifestação: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Em âmbito nacional, a última alta do diesel ocorreu na sexta-feira, quando a Petrobras elevou os preços em 0,8% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. Foi o quinto reajuste diário seguido, em meio à disparada dos preços internacionais do petróleo.
Segundo a Polícia Rodoviária de Bauru, não houve interdição da pista, mas os motoristas enfrentaram congestionamento na Rondon ao longo do dia.