08 de julho de 2026
Regional

Funcionário de indústria têxtil morre em incêndio

Bruno Freitas e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Bombeiros de Bauru tiveram trabalho para conter as chamas no barracão da indústria têxtil
Fotos: WhatsApp/Divulgação
Os bombeiros conseguiram evitar que o fogo se alastrasse para imóveis vizinhos; estrutura do prédio ficou danificada
Moradores se desesperaram ao ver a dimensão das chamas na fábrica, que fica no Centro de Arealva

Uma indústria têxtil foi atingida por incêndio de grandes proporções na manhã desta segunda-feira (21), no Centro de Arealva (41 quilômetros de Bauru). O local ficou completamente destruído e um funcionário de 45 anos morreu carbonizado. Outro funcionário, de 21 anos, sofreu queimaduras e está internado em um hospital em Bauru.

A fábrica fica no cruzamento das ruas Jacinto Ribeiro de Barros e Artur Robton. De acordo com o registro policial, as chamas tiveram início por volta das 8h. No momento, dez funcionários trabalhavam no local e nove conseguiram sair, entre eles um homem de 21 anos, que não teve o nome divulgado.

Ele sofreu queimaduras pelo corpo e foi transferido para o Hospital Estadual (HE) de Bauru. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros de Bauru e caminhões-pipa de uma usina local ajudaram a combater o fogo. À tarde, o corpo de Pedro Comora, 45 anos, foi encontrado carbonizado em meio aos destroços.

Após o trabalho da Polícia Científica, ele foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para a realização de exame necroscópico.

O delegado responsável pela delegacia de Arealva, Roberto Cabral Medeiros, informou que o dono da fábrica ficou em estado de choque e não pôde ser ouvido.

INVESTIGAÇÕES

Segundo o delegado, a indústria havia recebido no fim de semana grande quantidade de matéria-prima usada nas confecções, o que pode ter ajudado na rápida propagação das chamas. Além dos materiais e maquinários, a estrutura do barracão e toda a parte do telhado ficaram destruídas.

Uma das suspeitas é de que o incêndio tenha se originado a partir de um curto-circuito em uma das máquinas. Porém, de acordo com Cabral, apenas o laudo pericial, que deve ficar pronto em trinta dias, e depoimentos de testemunhas poderão ajudar a esclarecer as causas do acidente.

Fotos: Divulgação WhatsApp JC/JCNET
Imagens mostram a quantidade de fumaça que sai do estabelecimento, cujo incêndio foi combatido por caminhão-tanque de uma usina de Arealva, que prestou socorro antes da chegada do Corpo de Bombeiros

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