09 de julho de 2026
Nacional

Supermercados de SP consideram 'pontual' dificuldade de abastecimento

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Os supermercados de São Paulo admitiram dificuldades de abastecimento em razão da paralisação de caminhoneiros, mas consideram que o efeito tem sido "pontual". De acordo com o Superintendente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Carlos Corrêa, há dificuldades para repor apenas alguns itens perecíveis.

"Tivemos mais dificuldade de encontrar batata hoje e, quando há essa dificuldade, o preço sobe", comentou Corrêa. "Mas não se trata de uma carência sistêmica", conclui.

Frutas, legumes e verduras são os itens mais afetados pelo problema de abastecimento por que têm reposição diária no varejo e também porque a produção tende a ficar mais longe da capital em alguns casos.

O executivo da Apas considera que aumentos de preço podem ocorrer, mas ele afirma que há uma tendência de estabilização conforme os varejistas consigam diversificar fornecedores.

"Não existe um pensamento de terra devastada, esperamos que isso seja logo resolvido. O setor está atento e conversando com os fornecedores para minimizar os impactos", conclui Corrêa.

Mesmo em outros itens também perecíveis, como as carnes, o impacto tende a ser menor. Isso porque as principais empresas de alimentos têm entrepostos mais próximos da cidade, diz o executivo. Já os itens industrializados são os menos suscetíveis a problemas porque são mais facilmente estocados.

"Hoje a mensagem da indústria não é de que não vai ser possível entregar e sim de que pode haver algum atraso", diz Corrêa.

Ele acrescenta ainda que, no caso de itens industrializados, atrasos nas entregas podem fazer com que alguma marca fique indisponível eventualmente, mas ele descarta que isso prejudique as vendas no varejo.

'Se algo não for feito', desabastecimento pode se estender pelo País, diz Abras

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou em nota que identificou dificuldades de abastecimento em diferentes Estados brasileiros em meio à paralisação dos caminhoneiros. A entidade considerou que os problemas poderão se estender para todo o Brasil "se algo não for feito".

"Mesmo com o esforço do setor de supermercados para garantir o perfeito abastecimento da população brasileira, identificamos que alguns Estados já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos, e que isso poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, se algo não for feito", diz a entidade.

No Estado de São Paulo, supermercados já relataram dificuldades no abastecimento de frutas, legumes e verduras. Os preços da batata chegaram a subir em razão do impacto da paralisação.

A Abras afirma que "está buscando sensibilizar o governo federal para que uma solução seja tomada imediatamente, evitando, assim, que a população sofra com a falta de produtos de necessidades básicas e com uma eventual elevação nos preços".