09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Para o meu amigo Wilson D.

Fátima Cristina Piovesan - fc.piovesan@hotmail.com
| Tempo de leitura: 1 min

Inesperada e dolorosamente, soube que você se foi há meses. Em meio à incredulidade e lágrimas, confirmei que era verdade. E eu não pude lhe dizer até breve.

E lembrei de nossa amizade. Não era nosso costume ver-nos com frequência, mas sabíamos que um estaria lá caso o outro precisasse. Nenhuma homenagem póstuma fez jus a sua pessoa, a sua essência.

Você foi um dos seres humanos mais maravilhosos que conheci. De riso fácil, era apaixonado incondicionalmente pela sua família e também zelava pelos seus amigos. Você personificava a frase: fazei o bem sem olhar a quem. Muitos nem souberam que você, de alguma forma, os beneficiou.

Você era assim: amigo no sentido amplo da palavra. E eu fui privilegiada com a sua amizade por mais de 30 anos. E agora me sinto orfã. Todos estamos.

Quando a dor passar, sei que ficarão as lembranças. E saiba, meu amigo, que as lembranças que tenho de você são as melhores. Eu posso dizer que tive um amigo; que riu comigo, chorou e me puxou as orelhas. E além das lembranças, ficará também a sua voz me dizendo: Fá, não mude nunca. Por pior que a vida esteja, não deixe que mudem o seu caráter.

Não permitirei que façam isso. Assim como estava no seu DNA, está no meu também.

O que me resta agora é te dizer que sentirei muita, mas muita saudade. E como sei que Deus está lendo isso para você, vou fazer um pedido: Senhor Deus, cuida bem do meu amigo. Ele foi ótimo aqui na terra (é claro que o Senhor sabe disso).

Se for possível, deixe-o perto de um rio com um barco e algumas varas de pescar. Ele amava isso aqui, com certeza gostará também por aí.

Tchau, meu querido amigo. Um dia com certeza nos encontraremos.

Fique com a minha saudade.