10 de julho de 2026
Nacional

Greve: centrais de abastecimentos relatam o retorno à normalidade

Carolina Linhares
| Tempo de leitura: 2 min

Ricardo Moraes/Reuters
No início da semana o que se via eram áreas vazias: não havia o que vender, nem o que comprar

Leonardo Benassato/Reuters
Comemoração, nessa quarta (30), na Ceagesp em São Paulo: caminhões de frutas, legumes e verduras

Com o arrefecimento do movimento dos caminhoneiros, centrais de abastecimento como Ceasa Minas, em Belo Horizonte, e o Ceagesp, em São Paulo, relataram volta à normalidade nessa quarta-feira (30).

A paralisação, que completou seu décimo dia, começou a perder força com a chegada do Exército em rodovias pelo país. Alguns focos de protestos ainda resistem, e alguns manifestantes têm coagido caminhoneiros, o que fez o governo anunciar a criação de um canal para denúncias do tipo. 

No Ceasa Minas o abastecimento foi melhor do que nos últimos dias, com 53 caminhões de alimentos chegando na parte da manhã escoltados pela Polícia Militar.

Durante a tarde, caminhões de cereais chegaram sem necessidade de escolta. "Ainda está escasso, mas está começando a regularizar. Deve levar dez dias para voltar tudo", diz Emílio Brandi, diretor-presidente da Associação Comercial do Ceasa Minas.

SÃO PAULO

Em São Paulo, a Ceagesp informou que as atividades do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) estão em processo de normalização. Até por volta de 9h, foi registrada a entrada de cerca de 500 caminhões carregados de produtos diversos vindo de regiões próximas.

Para auxiliar nesse processo, a diretoria da central determinou que os portões do entreposto da capital fiquem abertos durante 24 horas, até o dia 9 de junho.

A programação do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) para o feriado e final de semana será realizada normalmente.

O Frigorífico São Paulo (FRISP) suspenderá hoje, feriado nacional, a venda atacadista de pescados, retornando suas atividades no dia seguinte.

CONAB

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) irá vender o milho dos estoques do governo federal aos criadores de aves e suínos e às indústrias de processamento de ração animal em todo o país, por um período de 30 dias, pelo Programa de Vendas em Balcão.

Esse tipo de venda, em geral, é destinada a pequenos produtores. Porém, devido ao desabastecimento causado pela paralisação dos caminhoneiros, produtores maiores poderão adquirir os alimentos até o limite de 500 toneladas diárias por pessoa a partir dele.