| Prefeitura de Jaú/Divulgação |
| Em coletiva na quinta-feira, Prefeitura de Jaú anunciou decisão de suspender as aulas nas escolas |
Mesmo com o enfraquecimento da greve dos caminhoneiros na região no décimo dia de paralisação, alunos de escolas municipais de algumas cidades começarão a próxima semana sem aula. A medida, anunciada por pelo menos sete prefeituras, foi motivada por problemas no abastecimento de gás e de alimentos, o que impede a preparação da merenda, e de combustível, que afeta o transporte escolar.
Em Barra Bonita, as aulas estão suspensas a partir de segunda-feira (4) por tempo indeterminado. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a greve afetou a entrega de mercadorias que compõem a merenda e o abastecimento da frota que realiza o transporte escolar. "Um calendário de reposição de aulas deverá ser elaborado, evitando maiores prejuízos aos alunos", informa a pasta em nota.
Em Jaú, onde a prefeitura decretou estado de emergência, as aulas na rede municipal e nas creches estão suspensas na segunda e na terça-feira. O prefeito Rafael Agostini (PSB) também usou como argumentos a falta de gêneros alimentícios da merenda para justificar a medida, além da falta de gás de cozinha. "Já foi adotado remanejamento de cotas entre as unidades escolares, mas não será suficiente", alega.
Em Borborema, Pratânia e Bocaina, as aulas nas escolas públicas municipais já estavam suspensas em razão das dificuldades no transporte de alunos e na distribuição de merenda e materiais de limpeza. Em Pederneiras, a suspensão atinge as aulas do ensino fundamental. Em Mineiros do Tietê, se não houver mudança, os estudantes da rede municipal ficarão sem aula em razão da greve até 4 de junho.
PRIORIDADE
Segundo levantamento feito pelo JC, a lista de municípios que decretaram estado de emergência em razão da greve dos caminhoneiros inclui Agudos, Areiópolis, Bariri, Bauru, Bocaina, Borborema, Botucatu, Cabrália Paulista, Dois Córregos, Jaú, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Pratânia. A medida garante prioridade no abastecimento de veículos de serviços essenciais nos postos de combustível.
Visando à normalização nesses estabelecimentos, além de Botucatu, Lençóis Paulista também anunciou que está requisitando junto à Polícia Militar (PM) a escolta dos caminhões-tanque que fazem o transporte de combustível até a cidade para garantir o abastecimento da frota responsável pelo atendimento de serviços essenciais, como coleta de lixo, transporte da saúde e trabalhos administrativos urgentes.