10 de julho de 2026
Geral

Unesp registra 50% de adesão em greve de servidores, diz sindicato

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Servidores técnico-administrativos da Unesp Bauru permanecem em greve desde a última segunda. O Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) afirma que o movimento conta com cerca de 50% de adesão.

"Nós já estamos há três anos sem nenhum reajuste, enquanto as nossas coirmãs, USP e Unicamp, tiveram 3% em anos passados. Então, estamos reivindicando 12,62% de reajuste para compensar as nossas perdas salariais", afirma Jorge Guilherme Cerigatto, assistente administrativo e coordenador de imprensa do Sintunesp.

Em negociação no Fórum das Seis (que representa os sindicatos de professores e de funcionários, bem como entidades estudantis das três universidades), os reitores propuseram reajuste de 1,5% em maio deste ano. "Nós percebemos uma precarização do ensino, por falta de contratações de docentes e servidores. A nossa luta é para garantir um ensino público gratuito e de qualidade", destaca.

Cerigatto diz que, ontem houve, uma assembleia com os diretores da unidade para posicioná-los sobre o movimento. "Na próxima segunda, às 14h, faremos mais uma assembleia com os servidores para avaliar o movimento".

Já em relação aos professores, a categoria não aderiu à paralisação. "Nós faremos uma assembleia no próximo dia 6 em Bauru para definir se entramos em greve ou não", afirma o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), João da Costa Chaves.

A reportagem apurou também que os alunos não pararam suas atividades. Em comunicado, a reitoria da Unesp diz que a situação financeira e orçamentária da universidade ainda apresenta desequilíbrio e que o reajuste concedido neste momento implicará em um acréscimo de R$ 21 milhões no orçamento previsto para 2018. No que se refere ao reajuste de 3% concedido pelo Cruesp em 2016 e ainda não implementado na Unesp, a reitoria da reafirma o compromisso de concedê-lo tão logo as condições orçamentárias e financeiras permitam.