| Renan Casal |
| Neto Leoni foi eleito com 8.576 votos (56% dos votos válidos) |
Com 8.576 votos, o que corresponde a 56% dos votos válidos, o candidato a prefeito Neto Leoni e a vice Maria Pia, ambos do PSDB, da coligação "Nossa Força, Nossa Gente", foram escolhidos em eleição suplementar realizada neste domingo (3) para governar Bariri (56 quilômetros de Bauru) pelos próximos dois anos e meio. A chapa é formada pelos partidos PTB, Pode, PSC, PR, DEM, PSB, PV, PSDB, PRP e PEN.
O processo eleitoral na cidade terminou às 18h02. No total, 17.611 eleitores compareceram aos locais de votação. Segundo a Justiça Eleitoral, foram registrados 1.545 votos nulos e 751 brancos. O número de abstenções (ausentes) foi de 6.804 eleitores.
A coligação "A Bariri que o povo quer", do candidato a prefeito Airton Luis Pegoraro (MDB) e do vice Luis Fernando Poloni (PPS), que reuniu os partidos PP, MDB, PPS e PSD, recebeu 6.739 votos, uma diferença de 1.837 votos em relação à chapa vencedora.
Neto Leoni informou que seu primeiro ato como prefeito será verificar a execução orçamentária para saber quais os recursos disponíveis para investimento e planejar ações para 2019. Um setor prioritário, segundo ele, será a saúde, alvo de reclamações recentes.
"Num primeiro momento, grandes obras não serão possíveis", diz. "A arrecadação maior do município é no primeiro semestre. No segundo, ela é menor. Se o governo interino utilizou percentual alto do orçamento, vai sobrar muito pouco para a gente trabalhar".
Ontem, o prefeito eleito esteve no Escritório Regional de Planejamento (Erplan) de Bauru para conversar sobre um convênio de R$ 1 milhão com o estado para obras de recapeamento. A liberação da verba foi intermediada pelo deputado Chico Sardelli (PV).
"Estou fazendo um esforço para assinarmos o convênio antes do prazo eleitoral, que é 7 de julho", declara. Nesta terça-feira (5), Neto Leoni irá se reunir com parte da equipe que deverá compor seu governo para discutir como será feito o processo de transição.
A diplomação dele e da vice-prefeita eleita está programada para 15 de junho. Já a posse na Câmara está prevista para o dia 30 do mesmo mês.
JUSTIFICATIVA
Quem não votou no domingo por estar fora do município tem até o dia 2 de agosto para justificar sua ausência às urnas. Já o eleitor que estava no exterior na data do pleito tem 30 dias, contados do seu retorno ao país, para justificar a sua ausência.
HISTÓRICO
A realização de novas eleições em Bariri para prefeito e vice foi aprovada pelo TRE em 10 de abril. No dia 5 de outubro de 2016, três dias após vencer o pleito com 6.891 votos, a coligação "Acelera Bariri", dos candidatos Neto Leoni (prefeito) e Dito Mazotti (vice), ambos do PSDB, teve registro indeferido pelo TRE com base na "Lei da Ficha Limpa".
Por unanimidade, o Tribunal deu provimento a recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e de uma chapa adversária, que pediam a impugnação do candidato a vice-prefeito em razão de duas condenações por improbidade administrativa.
Em novembro de 2017, TSE rejeitou por unanimidade recurso especial protocolado pela chapa, mantendo indeferimento do registro. Desde o início de 2017, Bariri era governada pelo presidente da Câmara, Paulo Henrique Barros de Araújo (PSDB).
No dia 21 de abril, Araújo foi preso em flagrante em Bauru sob a acusação de estuprar uma menina de 8 anos. Por decisão unânime da Câmara, ele foi afastado do cargo e o vice-presidente do Legislativo, Vágner Mateus Ferreira (PSD), foi escolhido para comandar o município até a posse do novo prefeito.