Depois de enterrar um neto de um dos fundadores de Bauru, procurei o Museu Histórico de Bauru para entregar o acervo da família Batista de Carvalho. Que decepção, achei o endereço na lista telefônica (rua Rio Branco, 3-16), empurrei um portão enferrujado; olhei; portas fechadas, uma moça apareceu e foi chamar o responsável que trouxe as chaves, abriu, entrei... Tudo limpo, guardado, "Museu, Apresentador ao Público" e não guarda livros e preciosidades. Entreguei o acervo e saí triste.
Bauru não tem povo tradicionalista que "guarda e se orgulha da sua tradição". Seu povo é progressista. Os lojistas vieram de cidades do entorno; ficam durante a semana, ganham dinheiro e no sábado à noite colocam o lixo de suas lojas na calçada (domingo não tem lixeiro), e vão para seus lares. No domingo, noias e moradores de rua rasgam os sacos e esparramam o lixo e Bauru fica emporcalhada no domingo. Que pena... Vamos acordar?
E amar Bauru? Vamos mudar?