10 de julho de 2026
Articulistas

Estratégia: simbiose entre foco e educação

Manoel Messias Mello
| Tempo de leitura: 2 min

Toca o telefone às sete horas da noite de quatro de junho de dois mil e dezoito. Atendo e do outro lado da linha está minha professora de 1º ano, Dona Neide Savi de Carvalho. Novamente me cumprimenta, agora pela reportagem publicada no Jornal da Cidade de Bauru. Esse é um fato recorrente, desde 1966 quando ainda criança, na escola improvisada para os filhos de funcionários da antiga Companhia Paulista (ferrovia), na Colônia da Triagem, em Bauru, ela modelou meu caráter, meus valores e meus costumes, complementarmente à educação familiar.

A ação da professora cingia na educação. Isso significa foco naquilo que escolheu como profissão, ou melhor, devoção, pois assim como os policiais militares, a arte de ensinar não é uma simples profissão, mas sim um devotamento em favor da educação.

E o que é foco? É a nitidez de uma imagem, a visão de um objetivo bem definido, o centro e o ponto de convergência. Na saúde é o local onde se concentra a fonte transmissora de uma doença. E aí é que ocorre a simbiose entre os dois temas!

Será que os homens públicos não entendem que a fonte da grave crise social que vivemos se concentra exatamente na inércia e omissão dos governos na aplicação estratégica dos recursos públicos na educação?

Assistir aos desvios em merenda escolar, descasos em manutenção das escolas, desperdícios em materiais didáticos inadequados, além, é claro, nos superfaturamentos nas aquisições de diversos insumos e materiais educacionais, deve indignar a todos os brasileiros. É um ataque ao futuro de nossos descendentes. Vejo como sendo o maior crime praticado contra a humanidade.

Simples de entender. A educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento. De forma mais ampla, educação é o meio que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. E aí é que aumenta minha preocupação!

A educação vai se formando por meio de situações presenciadas e experiências vividas por cada um dos indivíduos ao longo de sua vida. O que estamos ensinando a nossa juventude?

A sociedade não pode e não deve se calar. A simbiose entre o Foco e a Educação é que é inalienável o dever do Estado investir em educação, com qualidade, transparência, eficiência e moralidade, que representam uma parte dos princípios da Administração Pública estabelecido em nossa Constituição (Foco).

Cabe à sociedade fiscalizar, monitorar e cobrar os resultados imediatamente. É necessário um planejamento estratégico com objetivos claros, marcos definidos (indicadores confiáveis) e planos de ação com metas (específicas, mensuráveis, atingíveis, realizáveis e prazo definido) e responsáveis individualizados.

É tempo de adotar estratégias vencedoras e impactantes na Educação, sob pena de tornar ineptas às gerações futuras. Que saudades das inúmeras Neides que conhecemos!

Que Brasil é esse?