| Bruno Freitas |
| Vítima acusou um tio, que chegou a ser levado à delegacia, mas, depois, foi apurado que o autor do estupro era um contato do Facebook |
Um rapaz de 18 anos foi preso, na noite desta segunda-feira (25), acusado de estuprar uma jovem que é portadora de acentuada deficiência intelectual, na Vila Industrial, em Bauru. O indiciado usou como artifício um diálogo por meio de mensagens particulares do Facebook para atrair a vítima, de 21 anos, até uma sorveteria. De lá, a levou para um terreno baldio e a violentou. Também levou o celular da moça.
Segundo o registro policial, feito pelas polícias Militar e Civil, a jovem teria saído de casa avisando aos familiares que iria tomar um sorvete, próximo de casa, sem contar, porém, que encontraria uma pessoa. Ela retornou só após uma hora e meia, chorando e pedindo ajuda, alegando que foi abusada. A mãe constatou que havia sangramento na vagina da vítima, chamou a polícia e a levou para receber cuidados médicos na Maternidade Santa Isabel.
Para a mãe e aos policiais, no primeiro momento, a jovem acusou um tio, de 51 anos, pelo abuso. A PM foi até a casa do parente e ele alegou que não era verdade. Inclusive, apresentou provas que estava trabalhando e estava em outro local naquele horário. Ele foi levado para prestar depoimento na delegacia, onde alegou novamente que era inocente.
Mais tarde, após passar pelo atendimento médico, a vítima foi levada até a delegacia para os policiais apurarem o que de fato teria acontecido. Ela voltou a acusar o tio. Mas a Polícia Civil, ao acessar o Facebook, constatou uma conversa da moça com um rapaz de 18 anos, que teria conhecido há pouco tempo, virtualmente. No histórico, constava que eles tinham combinado um encontro na sorveteria. Havia também nas conversas um diálogo de cunho sexual. O acusado, naquele momento, já havia bloqueado o perfil da vítima.
A PRISÃO
De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe policial foi até o endereço do suposto agressor, na Vila Nova Esperança, e a porta de seu apartamento estava entreaberta, sendo possível avistar, segundo a polícia, o acusado tentando esconder o aparelho que levou da moça. Questionado sobre o aparelho, ele alegou, constrangido, que havia achado o celular perto de uma escola e já teria trocado o chip, apagado arquivos e ‘resetado’ o telefone. Diante dos fatos, de ter sido questionado sobre o estupro, ele ainda tentou fugir, mas foi algemado e preso.
O caso foi registrado na Polícia Civil pelo delegado Luiz Cláudio Massa. Ele destacou no BO que “é nítida a constatação do atraso mental da vítima, a qual mal consegue expressar uma frase, não sendo admissível que o autor não tenha observado tal distúrbio e, ainda assim, mantido relação sexual com a mesma”. O agressor foi autuado por estupro de vulnerável, permaneceu preso. Para evitar constrangimento à vítima, nomes foram preservados.