Aqui estou mais um dia, meio tenso, trabalho em horário modificado logo mais à tarde, iremos amarelar (no sentido ouro, esperamos), a seleção brasileira irá jogar. Quem é do jogo e quem não é, agora não seria apenas a bola, agora tudo rola, é tudo coração.
Ilusório ou não, quem é que pode explicar essa paixão, partidos de direta ou de esquerda, corintianos e sãopaulinos, não importa, somos todos Brasil.
Poderia escrever aqui que poderia ser sempre assim, mas esqueça essa ideia. A língua que nós entendemos mesmo, mais que o português, é, sem dúvidas, o "Futebolês", e nessa amplitude, igual e geral. Só mesmo uma Copa do Mundo para nivelar tudo por aqui.
Logo depois do jogo jogado (o jogo é jogado como o lambari é pescado), diria o ditado velho que eu entendo, tipo "o jogo só acaba como termina", e depois do último apito do árbitro, poderemos comemorar ou rir ou chorar e se diz também que o choro é livre, que entendo algo como "pode chorar se você acha que algo irá mudar".
Mas amanhã, nesta mesma hora, espero que estejamos bem vivos e contentes por estarmos caminhando em frente, em busca do almejado caneco do hexa.
Pode se questionar se isso faz um povo feliz, mas quando esse "feliz" é maioria, talvez seja melhor a minoria (que torce contra) se juntar à nossa felicidade.
"Quarta e sexta-feira// Rola o futebol// O morro desce em peso// Pra jogar na moral// A regra aqui uma falta Não existe// Se não gostou vacilão// Fica de fora e assiste (O Rappa)