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| Daísa Munhoz e Manu Saggioro ainda no primeiro sarau |
O "Sarau das Mina" chega à sua segunda edição: hoje, 6/7, às 20h, com entrada gratuita no Espaço Gaia. O evento é promovido justamente para essas mulheres mostrarem todo o seu talento e fomentarem o cenário feminino da arte em Bauru e região, que só cresce e se mostra cada vez mais fortalecido.
Vai ter muita dança, performances, canções autorais. As artes visuais também marcarão presença com quadros, pinturas em tecidos e muito mais.
"A proposta desses saraus é encontrar, convocar e reunir as mulheres que estão produzindo arte em Bauru e região. O evento é livre, e não tem uma programação. As pessoas vão chegando e, por ordem de chegada mesmo, vão se apresentando. Montamos uma lista na hora", explica a cantora e compositora Manu Saggioro, uma das organizadoras.
PREPARANDO TERRENO
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| Ana Lídia Aquino, Talita Neves, Juliana Pizano, Damaris Ribeiro, Jô Moura, Manu Saggioro, Camila Campos, Jana Macena e Mah Fernandes |
O "Sarau das Mina" é uma prévia do Festival Sonora, que acontecerá também pela segunda vez em setembro deste ano e cujo convite chegou a Manu Saggioro.
"O Sonora é um festival internacional que está acontecendo em vários lugares, e chega em setembro a Bauru. Então a ideia é reunir essas mulheres nestes momentos de Sarau para que elas se inspirem e se inscrevam para o Sonora", completa Manu.
No total, são, inicialmente, 20 mulheres em prol destas ações, e já foram realizadas diversas reuniões para a organização dos Saraus e do Festival Sonora 2018, informam os divulgadores.
SERVIÇO
2º "Sarau das Mina": 6/7, sexta-feira, às 20h, no Espaço Gaia, que fica na rua Mário dos Reis Pereira, 3-139, no Colina Verde, em Bauru. A entrada é gratuita.
O que vem depois
Ainda com datas a definir para o fim de setembro deste ano, o "Sonora - Festival Internacional de Compositoras" é um evento que surgiu no Brasil em 2016 a fim de dar visibilidade e legitimar a presença da mulher compositora no cenário musical, estimulando o seu fortalecimento no âmbito individual por meio da coletividade.
O projeto surgiu da hashtag #mulherescriando, criada pela musicista Deh Mussulini para romper o imaginário de que existem poucas compositoras, ou seja, mulheres que criam sua arte. A partir daí, outras mulheres foram entrando para a rede e agregando ideias e iniciativas.
O processo de gestão e produção é todo executado por mulheres (cis e transgênero), de forma colaborativa, a partir da construção de uma rede de compositoras-produtoras.