10 de julho de 2026
Geral

Bauruenses consomem 800 mil pães por dia

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Com manteiga, na chapa ou até mesmo para acompanhar uma sopa quentinha, pão é sempre bem-vindo

Douglas Reis
Evaristo Rodriguez Gonzalez é presidente do Sindpan, em Bauru

Com manteiga, na chapa ou, até mesmo, para acompanhar uma sopa quentinha, o pão é sempre bem-vindo. Tanto que os bauruenses consomem, em média, 800 mil pães por dia, conforme estimativa do Sindicato de Indústria de Panificação e Confeitaria (Sindpan), em Bauru. O tema veio à tona, porque hoje é celebrado o Dia do Padeiro.

Presidente da entidade, Evaristo Rodriguez Gonzalez explica a matemática. "Se cada munícipe consome, em média, dois pães por dia e a cidade tem aproximadamente 400 mil habitantes, são 800 mil pães diariamente", acrescenta.

Contudo, Gonzalez acredita que ainda é pouco. "Cada brasileiro come, em média, 35 quilos de pão por ano. Em países vizinhos, como Chile e Argentina, são mais de 60 quilos", argumenta.

Para o presidente do Sindpan, o consumo menor deste produto, no Brasil, se dá devido à mudança dos hábitos alimentares. "Hoje, muita gente opta por substituir o tradicional pão com manteiga por outros itens, como iogurte", justifica.

Fotos: Malavolta Jr.
Maria Inês de Souza Pereira, Enzo Zanata de Souza Pereira e Drielle Barros Zanata na padaria

A aposentada Elaine Marli Marcelino, de 71 anos, por sua vez, chega a substituir a refeição pelo pão, por exemplo

Mesmo assim, o pãozinho não é deixado de lado. Ainda de acordo com Gonzalez, o carro-chefe, em Bauru e todo o País, é o pão francês, mas os artesanais - de centeio e integral, por exemplo - começam a ganhar espaço no mercado.

Em um futuro próximo, o presidente do sindicato aposta no pão congelado. "Já é uma tendência mundial e creio que a moda pegue, no Brasil, em breve", arrisca.

'PÃOMANÍACA'

Há quem não abra mão do pãozinho de jeito algum. Este é o caso da dona de casa Maria Inês de Souza Pereira, de 56 anos, que estava em uma padaria situada entre as ruas Vereador Joaquim da Silva Martha e Virgílio Malta, com a nora, a balconista Drielle Barros Zanata, de 24, e o neto, o pequeno Enzo Zanata de Souza Pereira, de 2.

"Eu como três pães por dia, com requeijão, manteiga, presunto ou muçarela, enfim, é um dos produtos que não falta em minha casa", complementa.

A aposentada Elaine Marli Marcelino, de 71 anos, por sua vez, chega a substituir a refeição pelo pão, por exemplo.

"Às vezes, no jantar, costumo comer lanche", revela.

Já a aposentada Elisabete Davies, de 69 anos, não é tão fã do produto, mas nunca deixa faltar em casa

Já a aposentada Elisabete Davies, de 69, não é tão fã do produto, mas nunca deixa faltar em casa, principalmente, quando os netos a visitam. "Eles gostam de cachorro-quente", diz.

DIA DO PADEIRO

Conforme consta no site do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1333, quando Portugal estava sob o reinado de D. Diniz, casado com D. Isabel, houve uma fome terrível.

Para melhorar a situação, D. Isabel empenhou as suas joias e comprou trigo de outras regiões. Com isso, manteria o costume de distribuir pães aos pobres.

Em um dos dias de distribuição, o rei apareceu inesperadamente. Com medo de ser censurada, ela escondeu os pães em seu regaço. D. Diniz, percebendo o gesto, perguntou: "Que tendes em seu regaço?". A rainha respondeu, com a voz trêmula: "São rosas, meu senhor".

O rei, descrente, pediu para vê-las. Isabel abriu os braços e, para surpresa de todos, caíram rosas frescas e perfumadas. D. Diniz não se conteve e beijou as mãos da esposa, enquanto os pobres gritavam: "Milagre, milagre!".

Atualmente, comemora-se, em 8 de julho, o Dia de Santa Isabel. Por isso, nesta data, é celebrado, também, o Dia do Padeiro.