| Fotos: Divulgação |
| Uma das características dos gatos castrados pelo projeto é orelha cortada, para evitar que sejam capturados novamente |
| Armadilha com ração é utilizada para atrair e capturar os felinos mais ariscos |
Instituído há três anos em Bauru, o Projeto Ronronar está em busca de parceiros e colaboradores voluntários que possam ajudar a entidade a ampliar sua atuação na cidade. Diferentemente das ONGs protetoras, a iniciativa visa a castração de gatos de rua, especialmente os mais ariscos, com captura através de armadilha e posterior devolução ao seu local de origem.
"Não fazemos resgate, acolhimento destes animais. É um trabalho diferente, para estabelecer o controle populacional de colônias de gatos de rua, considerando a impossibilidade de abrigos e ONGs, já sobrecarregados, assumirem os cuidados com novos animais", explica Débora Fiorani, uma das 5 voluntárias que atuam no projeto.
| Gatos que vivem em colônias são os principais alvos do projeto de castração |
Em três anos, foram 107 gatos castrados. Mas, como existem custos para a realização das cirurgias e para aquisição de ração para atrair os felinos para as armadilhas, a equipe pede a colaboração de veterinários que possam fazer os procedimentos gratuitamente ou a preços simbólicos, bem como a ajuda de pessoas que se disponham a doar valores em dinheiro ou sachês de ração úmida (veja abaixo como contribuir).
"Elas podem comprar rifas, se tornar padrinhos de uma castração. São várias formas de contribuir para conseguirmos ampliar este trabalho, que é tão importante, diante da população absurda de gatos de rua em Bauru", acrescenta.
Débora explica que o trabalho do Projeto Ronronar consiste em identificar locais com maior concentração de felinos, as chamadas colônias, e aplicar o método CED (Captura, Esterilização e Devolução). Segundo ela, trata-se de uma metodologia adotada internacionalmente por organizações protetoras para evitar que mais animais nasçam nas ruas e fiquem sujeitos à fome, maus-tratos e doenças, considerando a impossibilidade de as ONGs existentes acolhê-los.
Dentro deste método, os gatos têm uma pequena parte de uma das orelhas removida, como forma de marcá-los e, assim, evitar que sejam capturados novamente e submetidos a estresses desnecessários. "A marcação é feita quando o animal ainda está sob efeito de anestesia. É um método seguro e que não provoca desconforto", assegura.
Depois de castrados, os felinos são devolvidos ao seu local de origem e, quando possível, encaminhados para adoção. "A castração acaba contribuindo para este processo, já que os gatos mais selvagens acabam ficando mais dóceis. Mas, até ganharem um lar, eles não ficam abandonados. Seguem sendo monitorados pelas chamadas guardiãs, que cuidam deles diariamente, oferecendo água e alimentação. Quando necessário, também os levamos para atendimento veterinário", cita.
COMO AJUDAR
Interessados em ajudar com doação de mão de obra, qualquer quantia em dinheiro ou sachês de ração úmida podem entrar em contato na página do projeto no Facebook (https://www.facebook.com/ProjetoRonronarBauru) ou no Instagram (https://www.instagram.com/projetoronronarbauru).