10 de julho de 2026
Regional

Câmara rejeita cassação do mandato do prefeito de Agudos


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A Câmara de Agudos (13 quilômetros de Bauru) arquivou, em sessão extraordinária na manhã dessa terça-feira (24), o relatório da Comissão Processante que pediu a cassação do mandato do prefeito de Agudos, Altair Francisco Silva (PRB), por suposta omissão, quebra de decoro e negligência na defesa de bem público no desabamento do telhado da creche berçário Professora Diomira Napoleone Paschoal (Dinapa) ocorrida em 18 de abril deste ano.

A votação foi fatiada e seriam necessários dois terços (nove votos) dos treze para a cassação, mas em duas votações o quórum atingiu 8 a 5 e 7 a 6, o que manteve o prefeito no cargo. É a segunda CP aberta contra o prefeito no atual mandato. Dessa vez a sessão teve reforço policial redobrado e não houve incidente como na última sexta-feira (20), quando a reunião foi interrompida após pronunciamento de vereadores que se manifestaram pela cassação do mandato do prefeito.

O relatório da Comissão Processante, que já tinha sido lido em plenário na sessão passada, pediu a cassação do mandato do prefeito Altair por suposta prática de infração político-administrativa consistente em omissão ou negligência na defesa de bem público e ato incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

Altair alegou que não havia como prever o acidente que provocou o desabamento da creche. De acordo com ele, o apodrecimento de uma viga de peroba rosa não dava para ser visualizado, conforme atestou laudo do pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). "A tesoura que faz o suporte fica sobre o almoxarifado e não no refeitório da Dinapa. Essa parte não teve intervenção e não tem como imputar a funcionário e a ninguém", declarou Altair em sua defesa.

Ele alegou sobre o uso do termo sabotagem, que gerou acusação de falta de decoro, que fez a declaração no calor da situação, mas citou o registro de um BO em 16 de agosto de 2017 que apontou que havia danos no telhado e perfuração de cima para baixo, o que gerou suspeitas. Após o arquivamento do relatório, o presidente da Câmara pretende encaminhar tudo que foi apurado pela CP ao Ministério Público de Agudos.