| Malavolta Jr. |
| Gerente operacional do Villaggio 2, Ricardo Fernandes revela que a inspiração veio de outro condomínio da cidade, o Villa Lobos |
| Reprodução/Facebook |
| Escorpião encontrado dentro de uma residência situada na quadra 4 da rua José Bastos, na Vila Falcão |
Desde o início deste ano, a administração do Villaggio 2, em Bauru, utiliza um "reforço" um tanto quanto inusitado no combate aos escorpiões: cinco galinhas-d'angola, predadores naturais destes animais peçonhentos. Criticando a falta de engajamento do poder público, os moradores de outros bairros, como a Vila Santista e a Vila Falcão, reclamam do mesmo problema.
Gerente operacional do Villaggio 2, Ricardo Fernandes revela que a inspiração veio de outro condomínio da cidade, o Villa Lobos. "É um dos ''reforços' naturais que encontramos para combater os escorpiões", ratifica.
Ainda de acordo com ele, além das galinhas-d'angola, o condomínio aderiu a uma série de procedimentos de prevenção, como manter as bocas de lobo sempre limpas, dar fim a qualquer aglomeração de entulho e a dedetização semestral das áreas comuns, principalmente, as que concentram crianças.
Ricardo relata que as cinco galinhas vivem soltas pelo empreendimento e viraram atração turística para a criançada. "As babás levam as crianças para brincar com elas e alguns moradores fazem questão de fazer fotos destes animais. Viraram aves de estimação, especialmente, das crianças. Não tivemos mais registros de encontro de escorpiões e diminuímos a possibilidade de localizá-los", descreve.
Inclusive, a mesma ideia chegou a ser cogitada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), conforme noticiado pelo JC no dia 30 de janeiro deste ano. Na ocasião, o calor e a chuva aumentaram os acidentes com os escorpiões, que saíam à procura de abrigos secos. O cemitério acabava sendo o lugar predileto para a nova morada.
Diante disso, o órgão estudava a possibilidade de usar pintinhos, como forma natural de eliminar o temido e perigoso animal de oito patas, com veneno em sua cauda. Porém, esta opção esbarrou em uma resolução estadual que proíbe a criação da ave em área urbana.
Infelizmente, o problema envolvendo a preocupação de escorpiões não atinge apenas o Villaggio 2 ou os cemitérios, em Bauru. Para se ter uma ideia, de janeiro até agora, o município registrou 41 queixas citando os escorpiões, sendo 15 somente sobre o tema em questão.
OUTRAS QUEIXAS
| Malavolta Jr. |
| Sandro Bussola fez uma transmissão ao vivo em suas redes sociais denunciando infestação de escorpiões na Vila Falcão |
Recentemente, o presidente da Câmara de Bauru, Sandro Bussola (PDT), fez uma transmissão ao vivo, em suas redes sociais, denunciando a mesma situação, que ocorre na quadra 4 da rua José Bastos, na Vila Falcão. O parlamentar também trouxe o problema à tona durante a última sessão do Legislativo. Segundo ele, dois moradores chegaram a ser picados e a origem do transtorno está em um terreno baldio situado no mesmo quarteirão. Lá, uma casa foi demolida e todo o entulho decorrente deste processo funciona como um abrigo seco aos escorpiões.
Diante disso, o vereador oficiou a Defesa Civil, a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). "Muitas crianças vivem nesta quadra e o município precisa realizar uma ação emergencial, antes que o pior aconteça", argumenta.
Quem também está inconformada com a infestação destes animais peçonhentos é a auxiliar de escritório Vanessa Aparecida Rodolfo, de 37 anos, que tem uma filha de 5. "Vive aparecendo escorpião dentro de casa, eu ligo para a prefeitura, mas ninguém aparece por lá", critica.
Vanessa acredita que a origem do problema seja outro terreno baldio, repleto de lixo, na rua da sua casa.
Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura alega que não recebeu queixas dos endereços citados acima. Mesmo assim, garante que os fiscais irão vistoriar estes locais e notificar os proprietários para fazer a limpeza, além de orientar os vizinhos sobre o tema.
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226 atendidos em Bauru
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de janeiro de 2017 até o dia 11 de julho deste ano, 226 pessoas foram atendidas, na cidade, depois de serem picadas por escorpiões - uma média de um caso registrado a cada dois dias.
Na ocorrência mais recente, no último dia 10, a garotinha Yasmin Lemos Campos, de 4 anos, morreu após ser ferida, em Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru). O acidente teria ocorrido pela manhã e o soro antiescorpiônico só foi aplicado à tarde, quando a menina, finalmente, chegou a Bauru.
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Audiência discute grande gerador de lixo hoje
A Câmara de Bauru realiza nesta quinta-feira (26), às 15h, audiência pública para discutir o projeto de lei do Poder Executivo que atribui às empresas que geram volume de lixo superior a 200 litros diários - chamados de grandes geradores - a responsabilidade sobre o gerenciamento e destinação desses resíduos. A iniciativa é dos vereadores membros da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Casa: Coronel Meira (PSB), José Roberto Segalla (DEM), Natalino da Silva (PV) e Roger Barude (PPS).
O grupo já deu início ao debate a partir do texto que tramita pela Câmara, em reunião realizada no último dia 11 de julho, com a participação do secretário de Meio Ambiente, Sidnei Rodrigues. "Algumas dúvidas permanecem e precisam ser detalhadas. Uma questão é a respeito das pessoas que não têm uma geração de lixo diária em grande volume. Como serão classificadas? Outra dúvida: uma empresa classificada como grande gerador que tem que pagar uma empresa privada pra recolher, como sabemos que não vai esparramar seus resíduos por vários pontos da cidade para fugir da sua obrigação?", pontuou Segalla, relator do projeto, em recente entrevista à Rádio e à TV Câmara Bauru.
Para responder essas e outras perguntas, além de Sidnei, foram chamados o secretário de Negócios Jurídicos, Antonio Carlos Garms, e representantes da Emdurb. O setor empresarial também promete participar da discussão.
Entre os pontos, estão sendo levantados que a Política Nacional de Resíduos Sólidos visa a não geração do lixo e não o inverso. Ou seja, o conceito é de reduzir volumes e, com isso, despesa. Sobre o mérito, hoje a coleta dos grandes geradores em Bauru é paga pelos cidadãos e não o responsável.
Sem lixo: antes prevenir do que remediar
Chefe da Seção de Ações de Meio Ambiente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Roldão Antônio Puci Neto afirma que o órgão costuma fazer a busca ativa nas residências dos denunciantes e identifica o que está atraindo os escorpiões até estes locais. Já no caso de imóveis ou terrenos abandonados, os proprietários são devidamente notificados.
Roldão pontua, ainda, que a melhor maneira de evitar qualquer acidente envolvendo estes animais peçonhentos é a prevenção. "O ideal seria conservar tudo limpo, afastar berços das paredes, tampar os ralos, além de examinar roupas e sapatos antes de vestir", exemplifica.
Professor da Unesp, em Bauru, e especialista em animais peçonhentos, o biólogo Roberto Marono acredita que a maneira mais eficaz de evitar o problema seja, de fato, a prevenção.
"A dedetização não funciona tanto, porque combate apenas os alimentos dos escorpiões, ou seja, basicamente, as baratas, mas os artrópodes são resistentes ao veneno. As galinhas dão certo resultado, porém, a melhor forma é a prevenção", reforça.
Lembrando que resta apenas a sanção do projeto de lei da prefeitura de Bauru, que prevê a contratação de empresas privadas para a limpeza de terrenos particulares, na cidade. A medida, que também depende de decreto regulamentando, será adotada quando os proprietários não realizarem a manutenção de seus lotes, mesmo após notificação e multa.
SERVIÇO
As queixas podem ser feitas no CCZ, através do telefone (14) 3103-8050, ou no Poupatempo. É recomendado que o denunciante esteja com o endereço completo do local em mãos.
226 atendidos em Bauru
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de janeiro de 2017 até o dia 11 de julho deste ano, 226 pessoas foram atendidas, na cidade, depois de serem picadas por escorpiões - uma média de um caso registrado a cada dois dias.
Na ocorrência mais recente, no último dia 10, a garotinha Yasmin Lemos Campos, de 4 anos, morreu após ser ferida, em Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru). O acidente teria ocorrido pela manhã e o soro antiescorpiônico só foi aplicado à tarde, quando a menina, finalmente, chegou a Bauru.