| Heitor Carvalho |
| Fátima Schroeder, presidente da ONG Naturae Vitae, registrou um boletim de ocorrência sobre o caso |
Treze corpos de cachorros e gatos, alguns em estado avançado de decomposição, foram encontrados em uma estrada de terra localizada atrás da pista do Aeroclube de Bauru, na região do bairro Vila Aviação, durante a tarde desta quinta-feira (26).
Os animais foram encontrados pela bióloga Fátima Luiza de Maria Schroeder, presidente da ONG Naturae Vitae, por volta de 13h. Ao longo da via, que fica entre as ruas Chaim Mauad e Luís Bleriot, foram identificados dois pontos de desova: o primeiro estava com sete animais e o segundo com outros seis corpos, todos envolvidos em tecidos e dentro de sacos de lixo.
"Eu havia percebido a presença de urubus rondando a região. Posteriormente fui com meu marido ao local e constatamos o descarte dos animais", explicou Fátima. "As questões que ficam é quem matou esses animais, quem desovou eles ali e por que escolheram este local. É um absurdo, um desrespeito com os bichos que morreram, com o meio ambiente e com os moradores da região, que precisam lidar com o descarte de cadáveres em local inadequado", lamentou a bióloga.
| Fátima Schroeder/Divulgação |
| Animais encontrados já estavam em avançado estado de decomposição |
Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), cada clínica veterinária contrata uma empresa especializada para recolher os animais mortos. A medida respeita resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de 2009, segundo a qual cada gerador deve se responsabilizar por seu resíduo. Junto ao poder público, algumas empresas estão cadastradas para prestar este serviço. Elas contratam aterros para fazer a destinação final. Atualmente, a Emdurb só faz o recolhimento de animais mortos em via pública.
O caso foi registrado em um boletim de ocorrência no mesmo dia. A Polícia Civil irá investigar a possibilidade de maus-tratos, de descarte irregular ou ambas as hipóteses. Em caso de maus-tratos, de acordo com o delegado Ismael Cavalieri, a pena prevista é de 3 meses a 1 ano de reclusão.