10 de julho de 2026
Nacional

Nos EUA, Sean Goldman faz 18 anos e diz ter rompido com avó brasileira

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

ATUALIZADA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O menino Sean Goldman já não é uma criança. Aos 18, Sean, que na década passada foi figura central de uma disputa judicial entre suas famílias dos Estados Unidos e do Brasil, já dirige, trabalha e faz faculdade no país em que vive com o pai desde dezembro de 2009.

"‹Em entrevista à revista Veja, o adolescente conta que rompeu com a avó materna, a brasileira Silvana Bianchi -a mãe, Bruna, morreu durante o imbróglio--"‹"‹, e que também não fala com o padrasto. "Ele nunca mais me procurou."

Na época, o caso suscitou até mesmo ameaças de sanções econômicas por parte do governo norte-americano e chegou a ser discutido em encontro entre os então presidentes Barack Obama e Lula.

Sean mora no estado de Nova Jersey, na costa leste dos Estados Unidos, com o pai, David Goldman.

Fez 18 anos em maio -a maioridade lhe dá o direito de decidir com quem ficar, mas ele não aparenta ter dúvidas-, completou o ensino médio, cursa administração -dirige um SUV (modelo de carro que mescla robustez com design esportivo)- e trabalha em uma marina.

O rapaz diz ter sido vítima de alienação parental por parte da família brasileira. Bruna, a mãe, veio de férias para o Rio com ele, então com 4 anos, e, no Brasil, ligou para David dizendo que estava pedindo o divórcio, o que originou toda a disputa por sua guarda.

O caso teve decisão após mais de cinco anos, em dezembro de 2009, com Gilmar Mendes decidindo pela devolução do garoto ao pai. "Faço terapia desde então", diz Sean.

Um acordo permitia que sua avó Silvana o visitasse até ele completar 16 anos, segundo ela, por apenas uma hora e sempre acompanhada de uma psicóloga --"não havia possibilidade de intimidade", diz ela a Veja.

Sean afirma que leu entrevista em que ela diz não tê-lo visto desde 2009. "Ela veio mais de dez vezes", conta. "Por essa mentira, decidi romper a relação. Na verdade, adoraria ter contato com ela e com o Brasil, mas minha família não agiu de forma normal."

Há dois meses, a ação de partilha da herança de Bruna se encerrou e cada um dos três herdeiros -Sean, a irmã Chiara, que ele não vê desde que voltou para os Estados Unidos, e o padrasto, João Paulo Lins e Silva têm direito a R$ 1 milhão.

Ele diz que gostaria de ter contato com a irmã, mas que o fato de Lins e Silva não tê-lo procurado mais "mostra que não entrou na disputa porque me amava", mas "por orgulho", "para não perder uma briga judicial". O padrasto pertence a uma família tradicional de advogados.

Sobre a polêmica da administração de Donald Trump sobre separar pais e filhos na fronteira dos EUA com o México, Sean afirma ser contra a separação, mas, "como eles não deveriam vir sem permissão, a regra deveria ser deportar toda a família".