Torrinha - Nesta sexta-feira (3) acontecerá na Casa da Cultura em Torrinha (90 quilômetros de Bauru) a exibição gratuita do documentário "Viola Perpétua". Neste dia haverá exibição à noite, às 19h30, para o público em geral. No período da manhã desta sexta-feira já houve exibição de uma sessão especial para os alunos da escola Lázaro Franco de Moraes.
Sob direção de Mário de Almeida, o longa-metragem "Viola Perpétua" foi lançado em 2018. O longa apresenta depoimentos de pessoas ligadas à cultura e à música caipira que, com suas memórias, ajudam a compor parte da trajetória do instrumento.
Segundo o diretor, foram mais de seis anos de pesquisa em busca de aspectos sobre grupos e pessoas que se expressam através da viola no estado de São Paulo. O trabalho focalizou diversas orquestras e seus integrantes, desde os primeiros grupos até os mais atuais, relacionando o surgimento desses conjuntos com as novas formas de expressão do instrumento e da cultura peculiar.
Mário de Almeida é documentarista e trabalha há 15 anos em projetos audiovisuais e multimídia. Formado em Rádio e Televisão pela Universidade Anhembi Morumbi, atua nas funções de diretor, roteirista, produtor e editor, participando de projetos em diversos segmentos. Além de Viola Perpétua, é diretor e produtor dos curtas "Reis - os violeiros de Palmital" (2013) e "A mão direita do Itapuã" (2017), filmes que são resultado de sua pesquisa sobre a cultura caipira e a música de viola.
Para o músico, pesquisador e autor de entrevistas que integram o documentário, Saulo Alves, esses grupos musicais vivem um momento de inovação. “Assim como reconhecemos a representação da imagem de uma dupla caipira para o segmento sertanejo, as orquestras representam um novo modo de se conceber a música de viola, seja pela formação do grupo, dos arranjos vocais e instrumentais ou do repertório. Mais do que cantar clássicos do cancioneiro sertanejo, as orquestras têm inovado com composições diversas que anteriormente permaneciam em campos musicais próprios”, afirma.