| Fotos: Samantha Ciuffa |
| Funcionários da UPA de Agudos protestam contra atraso de salários |
Desde a tarde dessa sexta-feira (10), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Agudos (13 quilômetros de Bauru) tem atendido apenas casos considerados graves, ou seja, os que possuem risco de morte. A situação decorre de um protesto realizado por funcionários do local em virtude do atraso de salário. O saldo acumulado da dívida já chega a R$ 1,7 milhão. A Prefeitura de Agudos prometia regularizar a situação nessa sexta, o que não aconteceu. Em nota, o município prometeu realizar o pagamento na próxima terça-feira.
Segundo o gerente administrativo da unidade, Regis Pauletti, 31 médicos estão com os salários atrasados há dois meses. Outros 87 funcionários deveriam ter recebido a remuneração no dia 6 de agosto.
"O pessoal está cansado dos atrasos. A situação é complicada, temos dois funcionários aqui, por exemplo, que já estão sem o que comer em casa, organizaremos mutirão para conseguir alimentos", observa Pauletti. Até que o problema seja resolvido, a unidade deve encaminhar os pacientes não graves para a Unidade Básica de Saúde (UBS). "Viroses, gripes e dores na lombar, por exemplo, irão pra lá", fecha questão Pauletti.
O servente Jhonatan Souza, de 20 anos, furou o pé em um prego durante o trabalho e procurou a UPA, nessa sexta-feira (10), mas foi reencaminhado. "Perdi viagem. Vou ter que ir no posto de saúde pra saber se tenho ou não que tomar vacina antitetânica", reclama.
A prefeitura diz que a situação não foi normalizada porque "o recurso de repasses federais esperados para hoje (sexta-10) foi insuficiente", e que, por isso, reprogramou o pagamento para terça-feira (14).