| Douglas Reis |
| Torre na quadra 12 da rua Estados Unidos, Jd. Solange |
Espalhadas por toda a cidade, as torres de telefonia foram alvo de fiscalização da Anatel. O órgão visitou três locais considerados críticos, em Bauru, e mostrou que a radiação está dentro dos limites aceitáveis.
Esta vistoria, realizada na segunda quinzena de julho, foi solicitada pela Comissão de Infraestrutura Aérea Urbana (Coinfra), vinculada à Secretaria Municipal de Obras. Presidente da entidade, Carlos Augusto Kirchner explica que o objetivo era o de tranquilizar a população quanto à questão.
Ainda de acordo com ele, tais equipamentos são necessários para garantir serviços de qualidade. "Hoje, todo mundo depende de celular e, para ter Internet móvel relativamente boa, o sinal precisa ser forte, fato que só é possível graças às antenas", argumenta.
Pensando em tranquilizar os que se preocupam com a radiação emitida por estes equipamentos, a Coinfra recorreu à Anatel. Em seguida, a comissão selecionou os três endereços com o maior número de antenas, que são: rua Estados Unidos, 12-90, no Jardim Solange; rua Engenheiro Cássio Szeligowski Vilaça, 3-50, Jardim Eldorado; e rua Elza Madureira Cardoso, na Quinta da Bela Olinda.
TUDO NORMAL
A Anatel divulgou o relatório da vistoria e, segundo Kirchner, concluiu-se que o nível de radiação, nestes três endereços, está dentro dos limites aceitáveis, conforme a Resolução 303, do próprio órgão.
Em nota, a assessoria de comunicação da Anatel informou que o órgão recebeu uma solicitação da Prefeitura de Bauru para verificação dos níveis de sinais eletromagnéticos emitidos nos três endereço.
Durante a atividade de fiscalização das Estações Radio Base, nestes locais, foram efetuadas medições dos níveis de radiação não ionizante e constatou-se que os níveis de sinal estavam abaixo dos limites estabelecidos. "Cumpre esclarecer que a fiscalização da Anatel atua em todo o País, através do seu Plano Operacional de Fiscalização, que contempla fiscalizações periódicas e pontuais, com o intuito de assegurar o pleno funcionamento dos sistemas de telecomunicações. No presente caso, a atuação da agência ocorreu por meio de uma fiscalização pontual", destaca a instituição, em nota.
RECEOSOS
| Douglas Reis |
| O professor de inglês Francisco Carlos Sanches teme descargas elétricas |
Mesmo assim, tem gente que não gosta de viver perto das torres, como é o caso do professor de inglês Francisco Carlos Sanches, de 59 anos. Ele mora na quadra 12 da rua Estados Unidos. "Quando chove, temo que haja descargas elétricas ou, até mesmo, que os equipamentos caiam sobre a minha casa", pontua.
Vizinho de Francisco, o securitário Bruno José Alexandre, de 36, também é receoso. "O controle da garagem sofre interferência e só abre quando chego muito perto", revela.
Entretanto, para o presidente da Coinfra, os prós superam os contras. "Nós defendemos a existência das torres, contanto que estejam distantes, pelo menos, 500 metros umas das outras. A intenção é melhorar o serviço e, ao mesmo tempo, forçar o compartilhamento entre as operadoras de telefonia".
Tanto que a entidade elabora, desde o último dia 9 de junho, o texto da nova Lei das Antenas, que passará por análise e sugestões no próximo dia 16, durante audiência pública.
Projeto será apresentado à Câmara
O texto da nova Lei das Antenas está pronto, mas passará por análise e sugestões no próximo dia 16, durante audiência pública. O encontro ocorrerá a partir das 19h, no 3.º andar do Palácio das Cerejeiras.
Presidente da Coinfra, Carlos Augusto Kirchner adianta que, antes de exigir das operadoras, a prefeitura deve ter uma legislação adequada à Lei Geral de Antenas, datada de 2015. "No novo texto, esclarecemos que a competência de autorizar a instalação e o funcionamento destes equipamentos é da Anatel, não do município".
Além disso, Kirchner alega que a intenção da entidade que preside é agilizar o processo de licenciamento das telecomunicações e, com isso, desenvolver este setor, em Bauru. A expectativa é de que o projeto seja apresentado à Câmara dentro de 2 meses, no máximo.