Num país de absurdos e aberrações, onde o Estado Democrático de Direito é vilipendiado conforme as vontades nada republicanas dos donos do poder, verificamos as sucessões de erros e embustes contra a sociedade brasileira. Vivenciamos um período de crise econômica, onde o desemprego avassalador castiga as nossas famílias, que estão cada vez mais endividadas e na informalidade do mercado de trabalho. Assistimos nosso patrimônio sendo entregue aos mais impudicos interesses não pátrios, colocando nossa soberania de cócoras frente aos grandes conglomerados econômicos.
Pagamos e nos curvamos ao rentismo mais predatório que asfixia qualquer possibilidade de investimento. Enquanto nossa segurança pública sangra, nossa saúde na UTI, nossa sociedade, sem esperança, padece. O cenário brasileiro é trágico e muitos têm responsabilidade nesta situação caótica, no qual uma quadrilha dita os rumos da nação com o desgoverno de Michel Temer.
Presidente popular e que vez um bom governo, Lula, ao brincar de deus, foi responsável direto quando colocou Michel Temer na linha de sucessão. As digitais do golpe contra Dilma estão na frouxidão moral do PT que permitiu quando figuras, historicamente de larápios e salteadores como alguns mdebistas, mandaram e desmandaram nos governos do PT; resultando em além do golpe, este estado deplorável em que estamos atualmente. Outro fato é a aflição para que ele, Lula, seja aceito na casa grande. Jamais pessoas com sua origem ou pensamento serão aceitos, um equívoco dos novos ricos almejando o baronato. Obviamente que o preço desta ambição custou caro, amargando processos e uma condenação que o levou à cadeia, além de uma mácula indelével na sua biografia.
Mediante tudo isso, insiste em brincar de "Deus" e submete a esperança de milhares de brasileiros a uma chapa fake, a qual ele mesmo sabe que não logrará qualquer êxito. Afinal, o que é mais importante: as ambições pessoais do ex-presidente hoje preso ou o sofrimento do povo brasileiro? Ações estas que favorecem inadvertidamente os verdadeiros inimigos da nação, uma vez que candidatos da casa grande regozijam e aplaudem atos predatórios no campo progressista patrocinados por Lula.
Será que o ex-presidente não enxerga o risco de o Brasil mergulhar em uma aventura fascista, ou aprofundar-se, ainda mais, em um conservadorismo que visa apenas os interesses do baronato nacional?
Oras, Lula foi um bom presidente, mas isso não o credencia a brincar de "Deus" e submeter o Brasil a uma chapa fake ou aos seus problemas judiciais, muitos criados por ele mesmo.
O Brasil precisa encontrar o seu desenvolvimento e por fim a uma polarização odienta de mais do mesmo.
O autor é colaborador de Opinião.