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| Carlos era mestre, doutor e livre docente da USP, em São Paulo |
Bauru perde mais um filho. O cirurgião digestivo Carlos Eduardo Jacob, 50 anos, morreu no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, anteontem. O médico lutava contra um câncer de laringe, mas não resistiu. Ele deixa esposa e dois filhos.
De acordo com o também médico Roberson Moron, Jacob saiu da sua terra natal para estudar medicina na Universidade de São Paulo (USP), de onde não mais saiu. Inclusive, fez residência, mestrado, doutorado e livre docência em cirurgia digestiva. "Éramos amigos até antes da época de faculdade e ele orientou a minha dissertação de mestrado. Sempre foi um médico de destaque. Perdemos um profissional excelente e grande amigo", destaca Moron.
HUMANIZAÇÃO
O diretor do Grupo Cidade, Renato Delicato Zaiden, sentia bastante apreço pelo médico e pela sua forma de praticar a medicina. "Nossas famílias têm amizade há décadas. Ele, além da competência científica, trabalhando ao lado do casal de médicos Angelita e Joaquim Gama, era um bauruense com reconhecida competência nacional e até internacionalmente, que tinha amor pela profissão. Inclusive, tratou do meu pai e fez com que ele vivesse saudavelmente por muitos anos. Além disso, era reconhecido também por praticar a medicina humanizada. Infelizmente, nos deixou precocemente e vai fazer muita falta. Deixamos os nossos sentimentos à esposa e filhos, irmãos e os pais, Alaíde e Jacob Lopes", lamentou Zaiden.
O empresário e pecuarista boliviano, engenheiro Jaime Nieme, ao saber da morte do médico Jacob, enviou ao JC um texto em homenagem a ele. Nieme foi tratado por Jacob, a quem reconhece a competência e o tratamento humanizado.
O corpo do cirurgião foi velado e cremado nesse sábado (18), em São Paulo. Em função disso, a reportagem não conseguiu contato com a família de Jacob.