10 de julho de 2026
Internacional

Confissão de ex-advogado prova que Trump é 'criminoso', diz senador dos EUA

Estadão Contéudo
| Tempo de leitura: 2 min

O senador democrata Richard Blumenthal afirmou nessa terça-feira (21) que, após a confissão de culpa feita por Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "não há outra leitura" senão a de que o republicano "é um cúmplice criminoso não indiciado". 

Mais cedo, Cohen confessou à Justiça de Nova York ter cometido crimes como violação de leis de financiamento de campanha e afirmou ter agido "em coordenação e sob a direção de um candidato a um cargo oficial federal" na corrida eleitoral de 2016, mas não citou o nome do presidente americano em seu depoimento. Além disso, também nessa terça, um júri federal considerou Paul Manafort, que foi diretor de campanha de Trump, culpado em oito acusações de fraude fiscal e bancária.

"A Casa Branca parece cada vez mais uma organização criminosa com (...) a inclusão do presidente como um cúmplice não nomeado, não indiciado no acordo de confissão de culpa de Cohen", acrescentou Blumenthal, que é membro do Comitê Judiciário do Senado dos EUA, em uma série de mensagens em sua conta no Twitter.

Aludindo aos frequentes deboches de Trump em relação à investigação sobre suposto conluio de sua campanha eleitoral com a Rússia, o democrata afirma que o caso "não é uma caça às bruxas nem um embuste". "O conselheiro especial (Robert Mueller) está verdadeiramente conseguindo resultados por meio de fatos reais e provas convincentes para um júri de americanos", argumentou Blumenthal, uma vez que a condenação sofrida hoje por Manafort deriva de achados da equipe de apuração de Mueller.

Em entrevista à CNN, o senador democrata comentou ainda a possibilidade de Trump conceder um perdão presidencial a seu ex-diretor de campanha - o presidente já disse publicamente ter o direito de fazê-lo. 

"Ele tem o poder de conceder perdão a Manafort, mas ele gritaria ao mundo 'eu sou culpado'", opinou Blumenthal, completando: "Muito possivelmente (o perdão) seria obstrução de justiça, porque ele estaria fazendo mau uso desse poder para proteger a si mesmo como um alvo dessa investigação."