Sempre tive comigo que o voto, muito mais que uma obrigação legal, é um dever que tenho para com a sociedade e o futuro da nação. Por isso, ao avaliar as eleições presidenciais deste ano, certifiquei-me de que duas convicções nortearão meu voto: 1. Não votarei em nenhum radical de extrema (de direita ou de esquerda); 2. Não fugirei à responsabilidade do voto, anulando ou votando em branco.
Não aceito discursos populistas (de direita ou de esquerda), vindos de pessoas despreparadas e com um falatório miúdo. Não votarei nem em presidiários nem em mitos fabricados. Por isso estou analisando cuidadosamente os projetos de cada um, já que não acredito no personalismo egocêntrico.
Observo, em uma análise preliminar, que as candidaturas não decolam, nem forçando as barra. Vejamos que o slogan que corre as redes sociais "Segue o líder". Nessa frase messiânica, para "seguir o líder", teríamos que avaliar as pesquisas eleitorais e saber "quem" é o líder. Segundo os últimos resultados, se Lula for candidato, teria 39% dos votos. Se Lula não for candidato, quem aparece em primeiro lugar nas pesquisas com 29% é ninguém mais ninguém menos que "votos brancos ou nulos". Então, quem é o líder? Lula? Votos nulos?
Na primeira hipótese, cerca de 40% do povo apostaria no saudosismo populista de Lula. Na segunda hipótese, sem Lula na disputa, cerca de um terço da população votante prefere anular o voto ou votar em branco a escolher um dos candidatos que aí estão. Preocupante. Especialmente lembrando que na terceira colocação vem um candidato que, mesmo sem Lula no páreo, subiria apenas 2%, e perderia de lavada para nulos e brancos, que subiriam 13%, mostrando sua grande rejeição na maioria da população.
Diante dos fatos, está na hora de deixarmos de lado paixões e torcidas e começar realmente a pensar no país. Não quero voltar a janeiro de 2003 e reviver o "lulismo"... muito menos quero retroceder a abril de 1964 e amargar novamente os anos de chumbo, com os militares no poder...
Como diz minha sábia esposa: "A história nos ensina muito... nós é que aprendemos pouco!"