Principal aliado do PT na eleição presidencial, o PCdoB divergiu da estratégia do partido de insistir na manutenção da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além do PCdoB, setores da direção do PT e a própria base do partido demonstraram "inquietude" - nas palavras de um líder petista - em relação à tática de esgotar todos os recursos na Justiça contra a decisão do TSE.
O descontentamento do PCdoB foi explicitado ontem, dia 3, em reunião do conselho político da coordenação da campanha, realizada em São Paulo.
Dirigentes do partido cobraram uma definição política rápida sobre a composição da chapa e argumentaram que a campanha não pode ficar dependente das estratégias jurídicas da defesa de Lula. A sigla da deputada estadual Manuela d'Ávila, virtual candidata a vice na chapa de Haddad ao Palácio do Planalto, defende que a substituição seja feita agora.
A avaliação dos líderes do PCdoB é a mesma de parte do PT: a transferência de voto não será mecânica e automática e depende de dois movimentos: tornar Haddad conhecido e convencer o eleitor que ele é o nome de Lula, que não estará no palanque.